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		<title><![CDATA[Orientando - Opressões]]></title>
		<link>https://forum.orientando.org/</link>
		<description><![CDATA[Orientando - https://forum.orientando.org]]></description>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 20:00:29 +0000</pubDate>
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		<item>
			<title><![CDATA[Proposta de termos: denominação secundária e denominação conformista (AC: cissexismo)]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-450.html</link>
			<pubDate>Sat, 21 Mar 2026 19:21:09 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=2">Aster</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-450.html</guid>
			<description><![CDATA[Estou fazendo um tópico neste fórum porque aceito sugestões quanto ao nome e à flexibilidade dos conceitos. Dito isto, os termos têm o objetivo de preencher um vácuo léxico, e não acredito em reduzi-los a "só tal coisa" por serem fenômenos diferentes e/ou mais específico daqueles que podem ser comparáveis.<br />
<br />
<h3 style="margin-top:0.5rem"><strong>Origem</strong></h3>O termo <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">second-gendering</span> aparece em textos de Azriel, que <a href="https://web.archive.org/web/20260321155008/https://tb.opnxng.com/isuggestforcedeviaesis/806548839361347584/get-suddenly-a-man-out-now-in-ebook-format" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">define o termo da seguinte forma</a>:<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>second-gendering is the exorsexist act of choosing the binary pronouns or gender over preferred ones as a means of feeling more comfortable around them or in conversation with them. it is a violent act when said nonbinary person has disclosed their pronouns with you. choosing to instead second-gender the nonbinary person is you choosing to deny them their own autonomy and language, which essentially silences and reduces them to a talking point. a person using ze/zir and she/him only is second-gendered when someone uses she/her because ze "looks female." a person using it/he being called a he/him 99% of the time is second-gendering.<br />
<br />
second-gendering happens only to nonbinary and pronoun non-conforming people, while terms like misgendering, third-gendering, and malgendering all exist for different purposes. misgendering is using he/him for a trans woman who uses she/her. third-gendering is placing transbinary people separate from their gender, like with "man, woman, and trans." malgendering is calling a trans woman a she/her only to demean her femininity or affirm a woman's weakness.</blockquote>
<br />
Resumindo o conceito em si:<br />
<ul class="mycode_list"><li><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Second-gendering</span> se trata de sempre escolher uma linguagem binária (tanto a respeito de tratamento gramatical quanto de gêneros ou termos associados) para se referir a uma pessoa que demonstrou preferência igual ou maior de outras formas de linguagem, como umi homem não-binari dizendo que usa -/ilo/i ou o/ele/o sendo sempre tratadi por o/ele/o e tendo seu gênero sempre sendo referido somente como homem, apagando sua não-binaridade sempre que possível;<br />
</li>
<li><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Second-gendering</span> se aplica somente a pessoas que não são sempre, completamente e somente ou mulheres ou homens ou que são não-conformistas de linguagem, com qualquer similaridade percebida no tratamento de pessoas binárias e conformistas de linguagem caindo em outros conceitos.<br />
</li>
</ul>
<br />
<h3 style="margin-top:0.5rem"><strong>Proposta 1: Denominação secundária</strong></h3>Proponho a tradução do conceito <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">second-gendering</span> como <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">denominação secundária</span>. Denominação vem de maldenominação, termo discutido num servidor de Discord não-binário em 2016. Denominação secundária segue a mesma lógica de <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">second-gendering</span>, onde a linguagem usada está tecnicamente correta mas acaba por apagar a não-binaridade sempre que possível. Acredito que seja um termo relativamente intuitivo para quem sabe que maldenominação é uma adaptação de <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">misgendering</span> e que teve contato com o termo <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">second-gendering</span>.<br />
<br />
<h3 style="margin-top:0.5rem"><strong>Proposta 2: Denominação conformista</strong></h3>Agora, por mais que eu entenda o escopo da denominação secundária (que parece ser um subtipo de <a href="https://forum.orientando.org/thread-183.html" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">reducionismo de gênero</a> no contexto de exorsexismo), eu acho que há particularidades que ocorrem quando não temos nenhuma normalização de algum gênero gramatical alternativo dentro de nossa língua, incluindo a popularização de formas de linguagem inclusiva que não contém marcação alguma (sendo menos marcadas do que they/them na língua inglesa). Também acredito que esta questão afete pessoas que não se veem necessariamente como inconformistas de linguagem e/ou não-binárias, e que ocorre de formas que não resultem em uma binarização. Por exemplo:<br />
<ul class="mycode_list"><li>Publicações que nunca utilizam a/ela/a ou o/ele/o para pessoas trans que têm somente um destes conjuntos, mesmo no caso de pessoas que são publicamente mulheres ou homens trans. Termos como "essa pessoa" e uso do nome sem nenhuma substituição por pronome ou uso de artigo são sempre usados, ao invés de qualquer tratamento específico;<br />
</li>
<li>Uma pessoa não-binária tem o conjunto de linguagem ê/ile/e ou outro que envolve neolinguagem. Ao invés de tal conjunto ser utilizado, novamente, pessoas à sua volta optam por apenas usar nome (sem acompanhamento de artigo), mesmo que sejam capazes de aplicar a/ela/a ou o/ele/o a pessoas com tais conjuntos;<br />
</li>
<li>Uma pessoa não-binária utiliza qualquer conjunto de linguagem. Para evitar a conotação cissexista de sempre utilizar o conjunto de linguagem que seria associado com sua aparência por pessoas cisnormativas, alguém opta por sempre utilizar o outro conjunto de linguagem binário, sem nunca tentar aplicar qualquer elemento neolinguístico;<br />
</li>
<li>Uma pessoa transmasculina aceita o/ele/o e -/elu/e. Por ter estatura baixa e seios grandes, algumas das pessoas à sua volta sempre o tratam usando -/elu/e;<br />
</li>
<li>Uma pessoa caelgênero aceita ae/ael/el e ê/elu/e, mas especifica que prefere ae/ael/el por sentir que este afirma mais seu gênero, com ê/elu/e sendo mais um conjunto com o qual não se importa em manter caso tenha que interagir brevemente com pessoas menos familiarizadas com o modelo APF e que portanto teriam que ser ensinadas a aplicar o conjunto que prefere. Mesmo assim, várias de suas amizades continuam preferindo aplicar ê/elu/e e sues colegas de partido preferem evitar quaisquer marcações;<br />
</li>
<li>Uma mulher trans prefere a/ela/a, mas diz que também aceita qualquer tratamento porque, por conta de cissexismo internalizado, não se entende como alguém que "merece" ser vista como uma pessoa tratada por a/ela/a. Ela não se coloca como não-conformista de linguagem porque sua aceitação de qualquer tratamento não é realmente sua preferência. Suas amizades cis optam por continuar usando o/ele/o, porque ela tecnicamente "deixou".<br />
</li>
</ul>
<br />
Acredito que tais questões passem por <a href="https://amplifi.casa/~/Asterismos/Por%2520um%2520movimento%2520explicitamente%2520pr%25C3%25B3-neolinguagem" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">exilinguismo</a>, desgenerização de pessoas cisdissidentes e impulsos cissexistas, por mais que a denominação secundária também esteja inclusa neste conceito.<br />
<br />
Assim, talvez seja possível definir denominação conformista como o ato de tomar cuidado para não maldenominar alguém, mas de forma que centraliza cisnormatividade, conformismo de gênero, binaridade de gênero, uso da língua padrão e repulsão a conjuntos de linguagem relativamente incomuns acima de representações mais precisas da identidade e/ou linguagem pessoal de cada pessoa.<br />
<br />
Denominações conformistas não são exclusivas a quaisquer grupos, podendo ser experienciadas caso linguagem sem marcação (-/-/-) seja usada para não afirmar o uso de a/ela/a ou o/ele/o de mulheres e homens trans, intersexo, heterodissidentes, gordes, alterumanes e/ou afins. Denominações conformistas não são exclusivas a quando pessoas não-binárias são referidas com linguagem com conotações binárias, pois pessoas com múltiplos conjuntos envolvendo neolinguagem que são tratadas apenas pelo conjunto mais comum possível ou por linguagem sem marcação também estão experienciando denominações conformistas.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Denominações conformistas só podem ocorrer quando o(s) conjunto(s) de alguém é(são) conhecido(s).</span> Uso de linguagem sem marcação ou mesmo de algum conjunto marcado como genérico temporariamente não se constituem em denominações conformistas. Também não se aplicam a quem apenas usa determinado elemento para se referir a outra pessoa porque não consegue/não é possível usar o outro (no caso de elementos gráficos como emojis, por exemplo), por não ter muita familiaridade com a pessoa e não ter conseguido lembrar dos conjuntos que a pessoa falou que tinha horas antes ou afins.<br />
<br />
<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possível dúvida 1: isso não é maldenominação?';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possível dúvida 1: isso não é maldenominação?';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Possível dúvida 1: isso não é maldenominação?</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;">
Não. São conceitos mutualmente exclusivos. Se uma pessoa usa qualquer conjunto com a exceção de o/ele/o, citando não ter preferência alguma dentro disso e alguém trata tal pessoa por "meu amigo", "menino" e afins, isso é maldenominação, e não se trata de denominação secundária ou conformista.<br />
<br />
Se tal moce for tratade exclusivamente pelo conjunto a/ela/a, quem está fazendo isso está fazendo uma denominação secundária, por sempre buscar o outro polo binário no qual a pessoa aceita ser encaixada. Todas as denominações secundárias são também denominações conformistas, então a ação se encaixa em denominação conformista também.<br />
<br />
Se y mesmy for tratady exclusivamente sem marcação nenhuma, quem está fazendo isso está fazendo uma denominação conformista que não é secundária. É conformista porque a decisão provavelmente parte de "não ver como mulher o suficiente" para usar a/ela/a e rejeitar o uso de neolinguagem. Talvez a pessoa também rejeite a ideia de usar mais de um conjunto para se referir a alguém.</div></div>
<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possível dúvida 2: se não é maldenominação, por que importa?';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possível dúvida 2: se não é maldenominação, por que importa?';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Possível dúvida 2: se não é maldenominação, por que importa?</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;">
Linguagem é um dos meios que muitas pessoas usam para afirmar suas identidades de gênero. Alguém que demonstra ter determinado conjunto de linguagem faz isso porque quer que seu conjunto seja utilizado (em geral). Utilizar o conjunto de linguagem correto para cada pessoa pode aliviar disforia de gênero ou causar euforia de gênero.<br />
<br />
Enquanto isso, rejeitar formas de linguagem que alguém prefere é rejeitar a autonomia que a pessoa tem sobre como será referida quanto ao tratamento gramatical. Não só isto pode causar desconforto, como também pode passar a ideia de que a pessoa "não merece/pertence" à categoria que seria tratada da forma correta, o que também pode gerar disforia.<br />
<br />
O problema não é omitir um ou outro artigo, não usar todos os 20 conjuntos que alguém disponibilizou ou ter o hábito de sempre falar "de [nome]" ao invés de "da/dae/do/dy/etc. [nome]", e sim uma rejeição constante, perceptível e discriminatória de uma linguagem pessoal disponibilizada.</div></div>
<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possíveis dúvidas 3 e 4: o que é desgenerização? Isso não conta como desgenerização?';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possíveis dúvidas 3 e 4: o que é desgenerização? Isso não conta como desgenerização?';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Possíveis dúvidas 3 e 4: o que é desgenerização? Isso não conta como desgenerização?</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;">
Desgenerização é uma tradução de <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">degendering</span> (favor avisar se outra tradução mais amplamente utilizada já existe), que se trata de rejeitar a existência de gênero. O conceito é utilizado tanto positivamente quanto negativamente: em <a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/23780231251339382" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Does Everyone Have a Gender? Compulsory Gender, Gender Detachment, and Asexuality</a>, o conceito é colocado como uma questão de ir contra a segregação entre gêneros e estereótipos acerca de gêneros, enquanto em <a href="https://taliabhattwrites.substack.com/p/degendering-and-racialization" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Degendering and Racialization</a> (AC: racismo, misoginia, cissexismo e suas combinações), desgenerização é o que ocorre quando, por exemplo, mulheres marginalizades não preenchem requisitos hegemônicos da categoria mulher e são colocades como algo (inferior) separado do gênero mulher.<br />
<br />
Desgenerização é um dos fatores que pode causar denominação conformista. Um homem que tem preferência explícita por o/ele/o mas que outra pessoa da família decide sempre tratar sem linguagem marcada está passando por denominação conformista e desgenerização. Uma pessoa não-binária que aceita qualquer conjunto mas que explicita que seus conjuntos de linguagem preferidos são os que sente que são mais coerentes com seu gênero e que ainda assim é tratada com linguagem sem marcação ou por outro conjunto considerado "mais neutro" ou "não-binário mas que mais gente conhece" está sendo desgenerizada por meio de denominação conformista.<br />
<br />
Porém, denominação secundária está mais para algo que empurra alguém para um gênero/um conjunto de linguagem binário do que para desgenerização (ainda que também tenha a possibilidade dela indicar um desrespeito à autonomia de uma pessoa não-binária em saber quem é melhor do que outras pessoas, o que é pelo menos similar). Também tem a questão de pessoas que, por exemplo, oferecem vários neopronomes diferentes com o mesmo peso, mas que só são tratadas por "elu" ou outro neopronome comum. Não sei se isso constitui desgenerização por si só.<br />
<br />
De qualquer forma, desgenerização é uma questão mais ampla, como exclusão de pessoas marginalizadas das categorias de homem e mulher (no caso de pessoas que reivindicam tais categorias) de espaços para pessoas de tal gênero, "preferências" hegemônicas dentro de orientações e afins. Denominação conformista e secundária são conceitos que se tratam apenas de quais palavras estão sendo utilizadas para se referir a cada pessoa.</div></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Estou fazendo um tópico neste fórum porque aceito sugestões quanto ao nome e à flexibilidade dos conceitos. Dito isto, os termos têm o objetivo de preencher um vácuo léxico, e não acredito em reduzi-los a "só tal coisa" por serem fenômenos diferentes e/ou mais específico daqueles que podem ser comparáveis.<br />
<br />
<h3 style="margin-top:0.5rem"><strong>Origem</strong></h3>O termo <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">second-gendering</span> aparece em textos de Azriel, que <a href="https://web.archive.org/web/20260321155008/https://tb.opnxng.com/isuggestforcedeviaesis/806548839361347584/get-suddenly-a-man-out-now-in-ebook-format" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">define o termo da seguinte forma</a>:<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>second-gendering is the exorsexist act of choosing the binary pronouns or gender over preferred ones as a means of feeling more comfortable around them or in conversation with them. it is a violent act when said nonbinary person has disclosed their pronouns with you. choosing to instead second-gender the nonbinary person is you choosing to deny them their own autonomy and language, which essentially silences and reduces them to a talking point. a person using ze/zir and she/him only is second-gendered when someone uses she/her because ze "looks female." a person using it/he being called a he/him 99% of the time is second-gendering.<br />
<br />
second-gendering happens only to nonbinary and pronoun non-conforming people, while terms like misgendering, third-gendering, and malgendering all exist for different purposes. misgendering is using he/him for a trans woman who uses she/her. third-gendering is placing transbinary people separate from their gender, like with "man, woman, and trans." malgendering is calling a trans woman a she/her only to demean her femininity or affirm a woman's weakness.</blockquote>
<br />
Resumindo o conceito em si:<br />
<ul class="mycode_list"><li><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Second-gendering</span> se trata de sempre escolher uma linguagem binária (tanto a respeito de tratamento gramatical quanto de gêneros ou termos associados) para se referir a uma pessoa que demonstrou preferência igual ou maior de outras formas de linguagem, como umi homem não-binari dizendo que usa -/ilo/i ou o/ele/o sendo sempre tratadi por o/ele/o e tendo seu gênero sempre sendo referido somente como homem, apagando sua não-binaridade sempre que possível;<br />
</li>
<li><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Second-gendering</span> se aplica somente a pessoas que não são sempre, completamente e somente ou mulheres ou homens ou que são não-conformistas de linguagem, com qualquer similaridade percebida no tratamento de pessoas binárias e conformistas de linguagem caindo em outros conceitos.<br />
</li>
</ul>
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<h3 style="margin-top:0.5rem"><strong>Proposta 1: Denominação secundária</strong></h3>Proponho a tradução do conceito <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">second-gendering</span> como <span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">denominação secundária</span>. Denominação vem de maldenominação, termo discutido num servidor de Discord não-binário em 2016. Denominação secundária segue a mesma lógica de <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">second-gendering</span>, onde a linguagem usada está tecnicamente correta mas acaba por apagar a não-binaridade sempre que possível. Acredito que seja um termo relativamente intuitivo para quem sabe que maldenominação é uma adaptação de <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">misgendering</span> e que teve contato com o termo <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">second-gendering</span>.<br />
<br />
<h3 style="margin-top:0.5rem"><strong>Proposta 2: Denominação conformista</strong></h3>Agora, por mais que eu entenda o escopo da denominação secundária (que parece ser um subtipo de <a href="https://forum.orientando.org/thread-183.html" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">reducionismo de gênero</a> no contexto de exorsexismo), eu acho que há particularidades que ocorrem quando não temos nenhuma normalização de algum gênero gramatical alternativo dentro de nossa língua, incluindo a popularização de formas de linguagem inclusiva que não contém marcação alguma (sendo menos marcadas do que they/them na língua inglesa). Também acredito que esta questão afete pessoas que não se veem necessariamente como inconformistas de linguagem e/ou não-binárias, e que ocorre de formas que não resultem em uma binarização. Por exemplo:<br />
<ul class="mycode_list"><li>Publicações que nunca utilizam a/ela/a ou o/ele/o para pessoas trans que têm somente um destes conjuntos, mesmo no caso de pessoas que são publicamente mulheres ou homens trans. Termos como "essa pessoa" e uso do nome sem nenhuma substituição por pronome ou uso de artigo são sempre usados, ao invés de qualquer tratamento específico;<br />
</li>
<li>Uma pessoa não-binária tem o conjunto de linguagem ê/ile/e ou outro que envolve neolinguagem. Ao invés de tal conjunto ser utilizado, novamente, pessoas à sua volta optam por apenas usar nome (sem acompanhamento de artigo), mesmo que sejam capazes de aplicar a/ela/a ou o/ele/o a pessoas com tais conjuntos;<br />
</li>
<li>Uma pessoa não-binária utiliza qualquer conjunto de linguagem. Para evitar a conotação cissexista de sempre utilizar o conjunto de linguagem que seria associado com sua aparência por pessoas cisnormativas, alguém opta por sempre utilizar o outro conjunto de linguagem binário, sem nunca tentar aplicar qualquer elemento neolinguístico;<br />
</li>
<li>Uma pessoa transmasculina aceita o/ele/o e -/elu/e. Por ter estatura baixa e seios grandes, algumas das pessoas à sua volta sempre o tratam usando -/elu/e;<br />
</li>
<li>Uma pessoa caelgênero aceita ae/ael/el e ê/elu/e, mas especifica que prefere ae/ael/el por sentir que este afirma mais seu gênero, com ê/elu/e sendo mais um conjunto com o qual não se importa em manter caso tenha que interagir brevemente com pessoas menos familiarizadas com o modelo APF e que portanto teriam que ser ensinadas a aplicar o conjunto que prefere. Mesmo assim, várias de suas amizades continuam preferindo aplicar ê/elu/e e sues colegas de partido preferem evitar quaisquer marcações;<br />
</li>
<li>Uma mulher trans prefere a/ela/a, mas diz que também aceita qualquer tratamento porque, por conta de cissexismo internalizado, não se entende como alguém que "merece" ser vista como uma pessoa tratada por a/ela/a. Ela não se coloca como não-conformista de linguagem porque sua aceitação de qualquer tratamento não é realmente sua preferência. Suas amizades cis optam por continuar usando o/ele/o, porque ela tecnicamente "deixou".<br />
</li>
</ul>
<br />
Acredito que tais questões passem por <a href="https://amplifi.casa/~/Asterismos/Por%2520um%2520movimento%2520explicitamente%2520pr%25C3%25B3-neolinguagem" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">exilinguismo</a>, desgenerização de pessoas cisdissidentes e impulsos cissexistas, por mais que a denominação secundária também esteja inclusa neste conceito.<br />
<br />
Assim, talvez seja possível definir denominação conformista como o ato de tomar cuidado para não maldenominar alguém, mas de forma que centraliza cisnormatividade, conformismo de gênero, binaridade de gênero, uso da língua padrão e repulsão a conjuntos de linguagem relativamente incomuns acima de representações mais precisas da identidade e/ou linguagem pessoal de cada pessoa.<br />
<br />
Denominações conformistas não são exclusivas a quaisquer grupos, podendo ser experienciadas caso linguagem sem marcação (-/-/-) seja usada para não afirmar o uso de a/ela/a ou o/ele/o de mulheres e homens trans, intersexo, heterodissidentes, gordes, alterumanes e/ou afins. Denominações conformistas não são exclusivas a quando pessoas não-binárias são referidas com linguagem com conotações binárias, pois pessoas com múltiplos conjuntos envolvendo neolinguagem que são tratadas apenas pelo conjunto mais comum possível ou por linguagem sem marcação também estão experienciando denominações conformistas.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Denominações conformistas só podem ocorrer quando o(s) conjunto(s) de alguém é(são) conhecido(s).</span> Uso de linguagem sem marcação ou mesmo de algum conjunto marcado como genérico temporariamente não se constituem em denominações conformistas. Também não se aplicam a quem apenas usa determinado elemento para se referir a outra pessoa porque não consegue/não é possível usar o outro (no caso de elementos gráficos como emojis, por exemplo), por não ter muita familiaridade com a pessoa e não ter conseguido lembrar dos conjuntos que a pessoa falou que tinha horas antes ou afins.<br />
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<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possível dúvida 1: isso não é maldenominação?';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possível dúvida 1: isso não é maldenominação?';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Possível dúvida 1: isso não é maldenominação?</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;">
Não. São conceitos mutualmente exclusivos. Se uma pessoa usa qualquer conjunto com a exceção de o/ele/o, citando não ter preferência alguma dentro disso e alguém trata tal pessoa por "meu amigo", "menino" e afins, isso é maldenominação, e não se trata de denominação secundária ou conformista.<br />
<br />
Se tal moce for tratade exclusivamente pelo conjunto a/ela/a, quem está fazendo isso está fazendo uma denominação secundária, por sempre buscar o outro polo binário no qual a pessoa aceita ser encaixada. Todas as denominações secundárias são também denominações conformistas, então a ação se encaixa em denominação conformista também.<br />
<br />
Se y mesmy for tratady exclusivamente sem marcação nenhuma, quem está fazendo isso está fazendo uma denominação conformista que não é secundária. É conformista porque a decisão provavelmente parte de "não ver como mulher o suficiente" para usar a/ela/a e rejeitar o uso de neolinguagem. Talvez a pessoa também rejeite a ideia de usar mais de um conjunto para se referir a alguém.</div></div>
<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possível dúvida 2: se não é maldenominação, por que importa?';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possível dúvida 2: se não é maldenominação, por que importa?';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Possível dúvida 2: se não é maldenominação, por que importa?</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;">
Linguagem é um dos meios que muitas pessoas usam para afirmar suas identidades de gênero. Alguém que demonstra ter determinado conjunto de linguagem faz isso porque quer que seu conjunto seja utilizado (em geral). Utilizar o conjunto de linguagem correto para cada pessoa pode aliviar disforia de gênero ou causar euforia de gênero.<br />
<br />
Enquanto isso, rejeitar formas de linguagem que alguém prefere é rejeitar a autonomia que a pessoa tem sobre como será referida quanto ao tratamento gramatical. Não só isto pode causar desconforto, como também pode passar a ideia de que a pessoa "não merece/pertence" à categoria que seria tratada da forma correta, o que também pode gerar disforia.<br />
<br />
O problema não é omitir um ou outro artigo, não usar todos os 20 conjuntos que alguém disponibilizou ou ter o hábito de sempre falar "de [nome]" ao invés de "da/dae/do/dy/etc. [nome]", e sim uma rejeição constante, perceptível e discriminatória de uma linguagem pessoal disponibilizada.</div></div>
<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possíveis dúvidas 3 e 4: o que é desgenerização? Isso não conta como desgenerização?';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Possíveis dúvidas 3 e 4: o que é desgenerização? Isso não conta como desgenerização?';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Possíveis dúvidas 3 e 4: o que é desgenerização? Isso não conta como desgenerização?</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;">
Desgenerização é uma tradução de <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">degendering</span> (favor avisar se outra tradução mais amplamente utilizada já existe), que se trata de rejeitar a existência de gênero. O conceito é utilizado tanto positivamente quanto negativamente: em <a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/23780231251339382" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Does Everyone Have a Gender? Compulsory Gender, Gender Detachment, and Asexuality</a>, o conceito é colocado como uma questão de ir contra a segregação entre gêneros e estereótipos acerca de gêneros, enquanto em <a href="https://taliabhattwrites.substack.com/p/degendering-and-racialization" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">Degendering and Racialization</a> (AC: racismo, misoginia, cissexismo e suas combinações), desgenerização é o que ocorre quando, por exemplo, mulheres marginalizades não preenchem requisitos hegemônicos da categoria mulher e são colocades como algo (inferior) separado do gênero mulher.<br />
<br />
Desgenerização é um dos fatores que pode causar denominação conformista. Um homem que tem preferência explícita por o/ele/o mas que outra pessoa da família decide sempre tratar sem linguagem marcada está passando por denominação conformista e desgenerização. Uma pessoa não-binária que aceita qualquer conjunto mas que explicita que seus conjuntos de linguagem preferidos são os que sente que são mais coerentes com seu gênero e que ainda assim é tratada com linguagem sem marcação ou por outro conjunto considerado "mais neutro" ou "não-binário mas que mais gente conhece" está sendo desgenerizada por meio de denominação conformista.<br />
<br />
Porém, denominação secundária está mais para algo que empurra alguém para um gênero/um conjunto de linguagem binário do que para desgenerização (ainda que também tenha a possibilidade dela indicar um desrespeito à autonomia de uma pessoa não-binária em saber quem é melhor do que outras pessoas, o que é pelo menos similar). Também tem a questão de pessoas que, por exemplo, oferecem vários neopronomes diferentes com o mesmo peso, mas que só são tratadas por "elu" ou outro neopronome comum. Não sei se isso constitui desgenerização por si só.<br />
<br />
De qualquer forma, desgenerização é uma questão mais ampla, como exclusão de pessoas marginalizadas das categorias de homem e mulher (no caso de pessoas que reivindicam tais categorias) de espaços para pessoas de tal gênero, "preferências" hegemônicas dentro de orientações e afins. Denominação conformista e secundária são conceitos que se tratam apenas de quais palavras estão sendo utilizadas para se referir a cada pessoa.</div></div>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Exclusivismo não-monogamia]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-412.html</link>
			<pubDate>Sun, 10 Mar 2024 15:13:39 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=3600">Aloi</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-412.html</guid>
			<description><![CDATA[Já aconteceu de discutir duas vezes, com pessoas diferentes, sobre o que seria não-monogamia, e acredito que ambas situações foi defendido uma posição exclusivista.<br />
<br />
É um pouco difícil dizer exatamente o que essas pessoas defendem como não-monogamia (até porque acho que elas não defendem a mesma coisa), mas a ideia central seria dizer que a monogamia possui alegadamente muitos aspectos, como "ter certo controle entre es parceires", "ter um casal principal" etc..<br />
De modo que um trisal fechado não seria monogâmico (por ser fechando, e por isso, alega-se ter certo controle), e um relacionamento aberto, onde tem um 'casal principal', mas as pessoas ainda estão livres para ter outros casos, também seria monogâmico por ter um casal principal.<br />
<br />
Outra pessoa defendeu ainda mais coisas, que não me recordo totalmente, mas coisas como uma pessoa não-monogamia não pode nem ter uma orientação (meio que deveriam ser pans) e nem pode dividir os relacionamentos entre romântico/sexual etc. Pois tudo isso ainda estaria logado dentro de um sistema monogâmico.<br />
<br />
Essa, inclusive, criticou uma pessoa por se dizer "não-monogâmica e hétero". Já a outra, ao menos, disse que não iria querer reclamar de quem usa o rótulo não-mono, mesmo que na opinião dela não faça sentido em muitos casos.<br />
<br />
Acredito que essas são posições bem exclusivistas. As vezes querendo pegar o caso pessoal e aplicar a outras pessoas (com falas como "se alguém num trisal já consegue amar mais que uma pessoa, então pq ter um relacionamento fechado?".)<br />
<br />
Claro que é possível que pessoas em um relacionamento não-monogâmico, pode esta sim, por viver numa sociedade onde monogamia é tratada como norma, está reproduzindo espectro da monogamia sem nem perceber. Só que nem sempre é o caso, assumir isso, é desqualificar muitas outras experiências.<br />
<br />
Vou fazer comparações com outros casos que acho que tem exclusivismo em outra situações. (Deixarei em spoiler, pois mesmo estando no tópico opressão, o tema fala apenas de não-monogamia)<br />
<br />
<br />
Obs.: Atualmente, não vejo problemas em fazer esse tipo de comparações. Mas caso alguém acredita que seja problemático, pode dizer o motivo, e eu posso mudar de ideia.<br />
O objetivo não é dizer sobre o que é pior ou algo assim, só para dizer que são discursos com lógica semelhantes.<br />
<br />
<br />
<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com a-espectral ';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com a-espectral ';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Comparação com a-espectral </a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;"> Existem muitas formas de uma pessoa não ser allo-, e não é legal falar coisas como "demi é parcialmente allo". <br />
<br />
Consideramos que qualquer pessoa não allo, está no a-espectral, e não ao contrário (qualquer pessoa não estritamente a[atração], estar no allo-espectral). Mas parece que querem defender exatamente ao contrário, como qualquer pessoa que não é não-monogâmica de certa forma, estar no espectro da monogamia. </div></div>
<br />
<br />
<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com identidade de gênero';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com identidade de gênero';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Comparação com identidade de gênero</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;">Isso lembra casos que querer desqualificar certos gêneros, por ser muito próximo de um gênero binário, ou por um motivo similar.<br />
<br />
Mesmo que, ironicamente, uma dessas pessoas defende que "todes trans são não-binairie". Mas no fundo também tem uma semelhança, pois quer pegar um conceito do tipo não-[alguma coisa], e dizer onde se deve aplicar, fazendo uma análise de como essa [alguma coisas] faz parte da sociedade</div></div>
<br />
<br />
<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com pessoas duaricas não hetero';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com pessoas duaricas não hetero';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Comparação com pessoas duaricas não hetero</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;"> Isso também me lembra de falas como "você [mulher] que sente atração por homem, ainda é um pouco hetero".  </div></div>
<br />
Você concordam que esses discursos são exclusivistas? Qual uma boa forma de combater esse tipo de discurso? <br />
(Vendo o texto todo, ficou mais londo do que eu imagina)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Já aconteceu de discutir duas vezes, com pessoas diferentes, sobre o que seria não-monogamia, e acredito que ambas situações foi defendido uma posição exclusivista.<br />
<br />
É um pouco difícil dizer exatamente o que essas pessoas defendem como não-monogamia (até porque acho que elas não defendem a mesma coisa), mas a ideia central seria dizer que a monogamia possui alegadamente muitos aspectos, como "ter certo controle entre es parceires", "ter um casal principal" etc..<br />
De modo que um trisal fechado não seria monogâmico (por ser fechando, e por isso, alega-se ter certo controle), e um relacionamento aberto, onde tem um 'casal principal', mas as pessoas ainda estão livres para ter outros casos, também seria monogâmico por ter um casal principal.<br />
<br />
Outra pessoa defendeu ainda mais coisas, que não me recordo totalmente, mas coisas como uma pessoa não-monogamia não pode nem ter uma orientação (meio que deveriam ser pans) e nem pode dividir os relacionamentos entre romântico/sexual etc. Pois tudo isso ainda estaria logado dentro de um sistema monogâmico.<br />
<br />
Essa, inclusive, criticou uma pessoa por se dizer "não-monogâmica e hétero". Já a outra, ao menos, disse que não iria querer reclamar de quem usa o rótulo não-mono, mesmo que na opinião dela não faça sentido em muitos casos.<br />
<br />
Acredito que essas são posições bem exclusivistas. As vezes querendo pegar o caso pessoal e aplicar a outras pessoas (com falas como "se alguém num trisal já consegue amar mais que uma pessoa, então pq ter um relacionamento fechado?".)<br />
<br />
Claro que é possível que pessoas em um relacionamento não-monogâmico, pode esta sim, por viver numa sociedade onde monogamia é tratada como norma, está reproduzindo espectro da monogamia sem nem perceber. Só que nem sempre é o caso, assumir isso, é desqualificar muitas outras experiências.<br />
<br />
Vou fazer comparações com outros casos que acho que tem exclusivismo em outra situações. (Deixarei em spoiler, pois mesmo estando no tópico opressão, o tema fala apenas de não-monogamia)<br />
<br />
<br />
Obs.: Atualmente, não vejo problemas em fazer esse tipo de comparações. Mas caso alguém acredita que seja problemático, pode dizer o motivo, e eu posso mudar de ideia.<br />
O objetivo não é dizer sobre o que é pior ou algo assim, só para dizer que são discursos com lógica semelhantes.<br />
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<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com a-espectral ';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com a-espectral ';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Comparação com a-espectral </a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;"> Existem muitas formas de uma pessoa não ser allo-, e não é legal falar coisas como "demi é parcialmente allo". <br />
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Consideramos que qualquer pessoa não allo, está no a-espectral, e não ao contrário (qualquer pessoa não estritamente a[atração], estar no allo-espectral). Mas parece que querem defender exatamente ao contrário, como qualquer pessoa que não é não-monogâmica de certa forma, estar no espectro da monogamia. </div></div>
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<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com identidade de gênero';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com identidade de gênero';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Comparação com identidade de gênero</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;">Isso lembra casos que querer desqualificar certos gêneros, por ser muito próximo de um gênero binário, ou por um motivo similar.<br />
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Mesmo que, ironicamente, uma dessas pessoas defende que "todes trans são não-binairie". Mas no fundo também tem uma semelhança, pois quer pegar um conceito do tipo não-[alguma coisa], e dizer onde se deve aplicar, fazendo uma análise de como essa [alguma coisas] faz parte da sociedade</div></div>
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<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com pessoas duaricas não hetero';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;Comparação com pessoas duaricas não hetero';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />Comparação com pessoas duaricas não hetero</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;"> Isso também me lembra de falas como "você [mulher] que sente atração por homem, ainda é um pouco hetero".  </div></div>
<br />
Você concordam que esses discursos são exclusivistas? Qual uma boa forma de combater esse tipo de discurso? <br />
(Vendo o texto todo, ficou mais londo do que eu imagina)]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[existe algum lugar no planeta inclusivo de pessoas não-binárias?]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-408.html</link>
			<pubDate>Mon, 05 Feb 2024 04:11:35 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=3225">mistério</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-408.html</guid>
			<description><![CDATA[culturas tradicionalmente inclusivas de pessoas trans não contam se não for a situação atual ou se não aceitam pessoas que não são cis de formas diferentes do que essas culturas aceitam.<br />
<br />
estamos vivendo um momento de perseguição política contra pessoas não-cis. eu quero saber de algum lugar onde é possível ser não-binárie em paz. ou que lugar vocês cogitariam pensar como próximo disso. <br />
<br />
isso inclui ser referide com linguagem fora do binário (ainda que só exista uma "neutra" como opção)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[culturas tradicionalmente inclusivas de pessoas trans não contam se não for a situação atual ou se não aceitam pessoas que não são cis de formas diferentes do que essas culturas aceitam.<br />
<br />
estamos vivendo um momento de perseguição política contra pessoas não-cis. eu quero saber de algum lugar onde é possível ser não-binárie em paz. ou que lugar vocês cogitariam pensar como próximo disso. <br />
<br />
isso inclui ser referide com linguagem fora do binário (ainda que só exista uma "neutra" como opção)]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[queers estão vendo ~ o tópico ~]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-392.html</link>
			<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 19:27:10 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=3225">mistério</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-392.html</guid>
			<description><![CDATA[então, né, eu vi <a href="https://colorid.es/tags/eqev" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://colorid.es/tags/eqev</a><br />
<br />
eu sugiro mudar a proposta pra #qev pra não impor artigo, mas enfim,, a proposta do tópico é desabafar sobre atitudes antiqueer dentro ou fora da comunidade que a gente não confronta mas não esquece, como:<br />
<br />
- gente que jura que é inclusiva dizendo <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">todos e todas</span>, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">trabalhadoras e trabalhadores</span> e talz... na frente de gente não-binária<br />
<br />
- gente fazendo piada casual em cima de assexuais<br />
<br />
- gente se recusando a ver personagens ou pessoas que não usaram nenhum rótulo como necessariamente de alguma orientação específica (tipo lésbica quando a mulher pode ser bi só porque gosta de mulheres, ou pan/bi só porque gosta de mais de um gênero mas recusando abro ou pli como opções)<br />
<br />
enfim, vamos lá, e lembrem-se:<br />
<span style="font-family: OpenFlame;" class="mycode_font"><span style="font-size: 30pt;" class="mycode_size">les queers estão vendo</span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[então, né, eu vi <a href="https://colorid.es/tags/eqev" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://colorid.es/tags/eqev</a><br />
<br />
eu sugiro mudar a proposta pra #qev pra não impor artigo, mas enfim,, a proposta do tópico é desabafar sobre atitudes antiqueer dentro ou fora da comunidade que a gente não confronta mas não esquece, como:<br />
<br />
- gente que jura que é inclusiva dizendo <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">todos e todas</span>, <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">trabalhadoras e trabalhadores</span> e talz... na frente de gente não-binária<br />
<br />
- gente fazendo piada casual em cima de assexuais<br />
<br />
- gente se recusando a ver personagens ou pessoas que não usaram nenhum rótulo como necessariamente de alguma orientação específica (tipo lésbica quando a mulher pode ser bi só porque gosta de mulheres, ou pan/bi só porque gosta de mais de um gênero mas recusando abro ou pli como opções)<br />
<br />
enfim, vamos lá, e lembrem-se:<br />
<span style="font-family: OpenFlame;" class="mycode_font"><span style="font-size: 30pt;" class="mycode_size">les queers estão vendo</span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[sugestões de links queer que não são puramente sobre termos]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-323.html</link>
			<pubDate>Mon, 22 Feb 2021 18:16:16 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=19">mimi</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-323.html</guid>
			<description><![CDATA[a gente tem tópico pra falar de termos trolls, de expressão de gênero, recentes... mas queria que a gente compartilhasse mais links sobre vivências, análises e notícias. tópico em opressões porque acho que vai ter mais disso do que outros tipos de links.<br />
<br />
<div style="text-align: left;" class="mycode_align">eu vou postar links em inglês, mas qualquer língua é válida. só expliquem o que é cada link e tal</div>
<br />
bi x pan e como a identidade bi muitas vezes foi inclusiva não só de outras identidades multi mas também de outras pessoas 'nem cis e hétero, nem cis e gay/lésbica'<br />
<a href="https://autismserenity.tumblr.com/post/640714771884359680/in-my-experience-ive-noticed-bigger-labels" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://autismserenity.tumblr.com/post/6...ger-labels</a><br />
<br />
o que são neopronomes, pra que(m) servem...<br />
<a href="https://ezgender.tumblr.com/post/641790508370444288/neopronouns-a-quick-informational-post-what-are" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://ezgender.tumblr.com/post/6417905...t-what-are</a><br />
<a href="https://nounself.carrd.co/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://nounself.carrd.co/</a><br />
<br />
o que faz alguém ser trans, menciona colonialismo<br />
<a href="https://ask-pride-color-schemes.tumblr.com/post/643809281172553728" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://ask-pride-color-schemes.tumblr.c...1172553728</a><br />
<br />
sobre identificação como um ato, é sobre usar identidade pra se comunicar e não como um traço imutável<br />
<a href="https://theacetheist.wordpress.com/2021/01/09/on-identification-as-an-act/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://theacetheist.wordpress.com/2021/...as-an-act/</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[a gente tem tópico pra falar de termos trolls, de expressão de gênero, recentes... mas queria que a gente compartilhasse mais links sobre vivências, análises e notícias. tópico em opressões porque acho que vai ter mais disso do que outros tipos de links.<br />
<br />
<div style="text-align: left;" class="mycode_align">eu vou postar links em inglês, mas qualquer língua é válida. só expliquem o que é cada link e tal</div>
<br />
bi x pan e como a identidade bi muitas vezes foi inclusiva não só de outras identidades multi mas também de outras pessoas 'nem cis e hétero, nem cis e gay/lésbica'<br />
<a href="https://autismserenity.tumblr.com/post/640714771884359680/in-my-experience-ive-noticed-bigger-labels" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://autismserenity.tumblr.com/post/6...ger-labels</a><br />
<br />
o que são neopronomes, pra que(m) servem...<br />
<a href="https://ezgender.tumblr.com/post/641790508370444288/neopronouns-a-quick-informational-post-what-are" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://ezgender.tumblr.com/post/6417905...t-what-are</a><br />
<a href="https://nounself.carrd.co/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://nounself.carrd.co/</a><br />
<br />
o que faz alguém ser trans, menciona colonialismo<br />
<a href="https://ask-pride-color-schemes.tumblr.com/post/643809281172553728" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://ask-pride-color-schemes.tumblr.c...1172553728</a><br />
<br />
sobre identificação como um ato, é sobre usar identidade pra se comunicar e não como um traço imutável<br />
<a href="https://theacetheist.wordpress.com/2021/01/09/on-identification-as-an-act/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://theacetheist.wordpress.com/2021/...as-an-act/</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[monogenerismo]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-304.html</link>
			<pubDate>Tue, 20 Oct 2020 21:00:05 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=3225">mistério</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-304.html</guid>
			<description><![CDATA[eu gostaria de entender mais sobre monogenerismo. infelizmente, tudo o que acho são definições básicas. alguns exemplos são dados <a href="https://amplifi.casa/~/Asterismos/exorsexismo" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">nesse texto</a>:<br />
<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Monogenerismo:</span> A ideia de que ter um gênero (e um gênero apenas) é a norma. A ideia de que alguém "não pode só não ter gênero" é monogenerista; a falta de medidas que possibilitam ou facilitam alguém de indicar que é de gêneros diferentes (e que pode usar nomes/conjuntos de linguagem diferentes) em períodos diferentes é monogenerista.</blockquote>
<br />
monogenerismo parece cruzar bastante com os problemas trazidos por <a href="https://forum.orientando.org/thread-183.html" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">reducionismo de gênero</a>:<br />
<br />
<ol type="1" class="mycode_list"><li>querer que pessoas escolham uma caixa de homem ou de mulher em vários aspectos da vida, sendo que essas pessoas são gênero-fluido entre esses gêneros, ou são homens e mulheres ao mesmo tempo<br />
</li>
<li>não querer que pessoas que são um gênero binário e 1+ gêneros não-binários evidenciem o quanto são pessoas não-binárias que querem ser tratadas como tal e ainda terem sua identidade binária respeitada<br />
</li>
</ol>
<br />
eu também consigo pensar nessas possibilidades:<br />
<br />
<ol type="1" class="mycode_list"><li>o tratamento de não ter gênero como um gênero, exigindo que essas pessoas cumpram ou construam papéis sociais quando uma das características de não ter gênero é não ligar pra isso<br />
</li>
<li>a quantidade de formulários onde alguém tem que escolher um gênero, onde mesmo se as opções incluírem a identidade não-binária alguém pode querer marcar que é homem e mulher, ou homem e mulher e não-binárie, ou gênero-fluido, ou outra coisa<br />
</li>
</ol>
mas... eu sei lá, né. eu queria principalmente as opiniões de quem sofre monogenerismo, mas também opiniões de quem já presenciou monogenerismo ou conhece sobre o assunto.<br />
<br />
acho que existem muitas questões que precisam ser mais faladas dentro do exorsexismo, que afetam parte mas não todo mundo na comunidade não-binária. este tópico é um pedido para falar de um desses assuntos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[eu gostaria de entender mais sobre monogenerismo. infelizmente, tudo o que acho são definições básicas. alguns exemplos são dados <a href="https://amplifi.casa/~/Asterismos/exorsexismo" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">nesse texto</a>:<br />
<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Monogenerismo:</span> A ideia de que ter um gênero (e um gênero apenas) é a norma. A ideia de que alguém "não pode só não ter gênero" é monogenerista; a falta de medidas que possibilitam ou facilitam alguém de indicar que é de gêneros diferentes (e que pode usar nomes/conjuntos de linguagem diferentes) em períodos diferentes é monogenerista.</blockquote>
<br />
monogenerismo parece cruzar bastante com os problemas trazidos por <a href="https://forum.orientando.org/thread-183.html" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">reducionismo de gênero</a>:<br />
<br />
<ol type="1" class="mycode_list"><li>querer que pessoas escolham uma caixa de homem ou de mulher em vários aspectos da vida, sendo que essas pessoas são gênero-fluido entre esses gêneros, ou são homens e mulheres ao mesmo tempo<br />
</li>
<li>não querer que pessoas que são um gênero binário e 1+ gêneros não-binários evidenciem o quanto são pessoas não-binárias que querem ser tratadas como tal e ainda terem sua identidade binária respeitada<br />
</li>
</ol>
<br />
eu também consigo pensar nessas possibilidades:<br />
<br />
<ol type="1" class="mycode_list"><li>o tratamento de não ter gênero como um gênero, exigindo que essas pessoas cumpram ou construam papéis sociais quando uma das características de não ter gênero é não ligar pra isso<br />
</li>
<li>a quantidade de formulários onde alguém tem que escolher um gênero, onde mesmo se as opções incluírem a identidade não-binária alguém pode querer marcar que é homem e mulher, ou homem e mulher e não-binárie, ou gênero-fluido, ou outra coisa<br />
</li>
</ol>
mas... eu sei lá, né. eu queria principalmente as opiniões de quem sofre monogenerismo, mas também opiniões de quem já presenciou monogenerismo ou conhece sobre o assunto.<br />
<br />
acho que existem muitas questões que precisam ser mais faladas dentro do exorsexismo, que afetam parte mas não todo mundo na comunidade não-binária. este tópico é um pedido para falar de um desses assuntos.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Entenda os principais medos das pessoas LGBT]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-299.html</link>
			<pubDate>Thu, 08 Oct 2020 18:41:52 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=3234">Maicon Paiva</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-299.html</guid>
			<description><![CDATA[<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Os </span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">maiores medos de uma pessoa LGBT</span></span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"> estão sempre atrelados ao preconceito, intolerância e outros problemas de caráter social. Contudo, dentro desses medos, traumas e receios, há inúmeras situações que são comuns para muitas pessoas, mas que para </span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">pessoas LGBT</span></span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"> são um grande desafio.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Se você faz parte da comunidade LGBT sabe muito bem dos medos que descreveremos a seguir. Contudo, se você é um simpatizante e quer saber mais sobre o assunto, a seguir você encontrará os principais medos das pessoas LGBT e orientações do Espiritualista </span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Maicon Paiva</span></span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"> sobre como superar esses traumas sendo da comunidade LGBT. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Por que os medos das pessoas LGBT são diferentes?</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Embora pareça óbvio, é importante esclarecer que as pessoas LGBT têm medos diferentes das pessoas sis gêneros, heterossexuais e que são consideradas "normais". </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Quem é gay, lésbica, bissexual, transexual, travesti, transgênero, não-binário ou faz parte de outra forma da comunidade LGBTQIA+ tem que lidar com as questões da vida comuns a qualquer pessoa e com o acréscimo das inseguranças e medos causados pelo preconceito e intolerância de outras pessoas. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Portanto, quem faz parte dessa comunidade considerada "diferente" tem medos que vão além do que já é comum para a maioria das pessoas. A verdade é que isso não aconteceria se vivêssemos em uma sociedade onde todos se respeitam. Sendo assim, falar sobre os medos das pessoas LGBT é uma forma de trazer essa discussão à tona e começar a mudar esse cenário tão triste. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Quais são os principais medos das pessoas LGBT?</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">As pessoas LGBT temem acima de qualquer coisa, não serem aceitas como são. É tão difícil descobrir-se alguém "diferente", que não se encaixa nos padrões e saber que isso é motivo de estranheza na sociedade é o que mais assusta pessoas da comunidade LGBT. Além desse medo, veja a seguir as dificuldades que essas pessoas passam constantemente por ser apenas quem nasceram para ser.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #434343;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Não ser aceito pelos pais ou familiares</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">O primeiro medo das pessoas LGBT está dentro de casa. Não ser aceito pelos pais ou familiares é algo muito temido por pessoas da comunidade, já que muitos pais e familiares ainda não estão preparados para despir-se do preconceito e encarar isso como algo normal, natural e compreensível. </span></span></span><br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Esse é um grande medo para uma pessoa LGBT, pois o apoio dos pais é algo muito importante na vida de qualquer pessoa. Portanto, temer que seus pais não irão te aceitar do jeito que você é, gera um grande medo de assumir quem você é de fato.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #434343;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Sofrer intolerância religiosa</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Infelizmente a intolerância religiosa é uma realidade para muitas religiões, principalmente as praticadas no ocidente. Ainda existem líderes religiosos que condenam outras formas de amar apenas por ser diferente da que eles conhecem como "normal". </span></span></span><br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Se a pessoa LGBT faz parte de uma comunidade religiosa esse medo é ainda maior. Afinal, há o medo de se entender como alguém normal, de se assumir, de ser visto como diferente e julgado como "pecador". </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #434343;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Vestir-se como quiser ou como se identifica</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">A forma como nos vestimos diz muito sobre quem somos e não poder vestir-se como você quer, gosta e deseja se assumir é outro medo de quem é LGBT. Isso porque a sociedade ainda criminaliza, julga e condena a forma como uma pessoa se veste, determinando padrões e o que deve ser aceito para cada gênero, por exemplo. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Isso também vale para a maquiagem, por exemplo. Há muitos homens gays que gostam de usar maquiagem, mas não são transgêneros. Logo, por ter o esteriótipo de um homem são julgados por usar maquiagem que é tido como algo exclusivo para mulheres. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #434343;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Sofrer violência sexual por ser LGBT</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Uma pessoa LGBT tem medo de ser violentada sexualmente apenas por assumir ser uma pessoa homossexual, transexual ou ter outro tipo de orientação sexual. Há pessoas que ainda defendem que uma pessoa LGBT pode ser "curada" se estuprada, por exemplo. É por causa desse tipo de pessoa que a comunidade LGBT tem medo de ser violentada sexualmente apenas por ser quem são. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #434343;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Ser isolados da sociedade</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Pessoas LGBT se sentem o tempo todo fora de contexto, não pertencentes a determinados espaços ou que não são bem-vindos a certos grupos. Isso ocorre não porque a pessoa LGBT é diferente, mas sim porque a sociedade não abre as portas para uma vivência respeitosa, inclusiva e empática. </span></span></span><br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Portanto, quando se é da comunidade LGBT você teme não ser incluído, não ter amigos, ser isolado da sociedade e não poder fazer parte das coisas que você gosta. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Espiritualista dá orientações para pessoas LGBT</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Diante de todos esses medos e inseguranças, é importante ter orientações sobre como lidar com essas situações, já que muitas delas continuarão a fazer parte da vida das pessoas LGBT até que a sociedade ideal seja alcançada. Nesse contexto, Maicon Paiva, que é fundador da casa de apoio espiritual Espaço Recomeçar, orienta:</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">"</span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Não permita que o medo e as inseguranças impeçam você de ser quem você é. Mesmo com todos esses obstáculos, não vale a pena viver uma vida idealizada por outras pessoas. A vida passa muito rápido, então aproveite ela sendo você mesmo"</span></span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Maicon ainda aconselha: </span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"se você sente que precisa de ajuda, não tenha medo de recorrer a alguém confiável ou a Espiritualidade, por exemplo. Você não precisa enfrentar tudo isso sozinho"</span></span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">O Espiritualista Maicon Paiva atende no </span></span></span><a href="https://espacorecomecar.com.br/sobre-amarracao-amorosa/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #1155cc;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Espaço Recomeçar</span></span></span></span></span></a><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"> realizando Consulta Espiritual, Limpeza Espiritual e até Amarração Amorosa para todas as formas de amor. Então se você precisa de orientação espiritual, entre em contato com a casa de apoio espiritual e agende seu atendimento.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Espero que tenha sido útil. Se for possível ajudar em algo faça contato.</span></span></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Os </span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">maiores medos de uma pessoa LGBT</span></span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"> estão sempre atrelados ao preconceito, intolerância e outros problemas de caráter social. Contudo, dentro desses medos, traumas e receios, há inúmeras situações que são comuns para muitas pessoas, mas que para </span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">pessoas LGBT</span></span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"> são um grande desafio.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Se você faz parte da comunidade LGBT sabe muito bem dos medos que descreveremos a seguir. Contudo, se você é um simpatizante e quer saber mais sobre o assunto, a seguir você encontrará os principais medos das pessoas LGBT e orientações do Espiritualista </span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Maicon Paiva</span></span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"> sobre como superar esses traumas sendo da comunidade LGBT. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Por que os medos das pessoas LGBT são diferentes?</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Embora pareça óbvio, é importante esclarecer que as pessoas LGBT têm medos diferentes das pessoas sis gêneros, heterossexuais e que são consideradas "normais". </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Quem é gay, lésbica, bissexual, transexual, travesti, transgênero, não-binário ou faz parte de outra forma da comunidade LGBTQIA+ tem que lidar com as questões da vida comuns a qualquer pessoa e com o acréscimo das inseguranças e medos causados pelo preconceito e intolerância de outras pessoas. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Portanto, quem faz parte dessa comunidade considerada "diferente" tem medos que vão além do que já é comum para a maioria das pessoas. A verdade é que isso não aconteceria se vivêssemos em uma sociedade onde todos se respeitam. Sendo assim, falar sobre os medos das pessoas LGBT é uma forma de trazer essa discussão à tona e começar a mudar esse cenário tão triste. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Quais são os principais medos das pessoas LGBT?</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">As pessoas LGBT temem acima de qualquer coisa, não serem aceitas como são. É tão difícil descobrir-se alguém "diferente", que não se encaixa nos padrões e saber que isso é motivo de estranheza na sociedade é o que mais assusta pessoas da comunidade LGBT. Além desse medo, veja a seguir as dificuldades que essas pessoas passam constantemente por ser apenas quem nasceram para ser.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #434343;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Não ser aceito pelos pais ou familiares</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">O primeiro medo das pessoas LGBT está dentro de casa. Não ser aceito pelos pais ou familiares é algo muito temido por pessoas da comunidade, já que muitos pais e familiares ainda não estão preparados para despir-se do preconceito e encarar isso como algo normal, natural e compreensível. </span></span></span><br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Esse é um grande medo para uma pessoa LGBT, pois o apoio dos pais é algo muito importante na vida de qualquer pessoa. Portanto, temer que seus pais não irão te aceitar do jeito que você é, gera um grande medo de assumir quem você é de fato.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #434343;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Sofrer intolerância religiosa</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Infelizmente a intolerância religiosa é uma realidade para muitas religiões, principalmente as praticadas no ocidente. Ainda existem líderes religiosos que condenam outras formas de amar apenas por ser diferente da que eles conhecem como "normal". </span></span></span><br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Se a pessoa LGBT faz parte de uma comunidade religiosa esse medo é ainda maior. Afinal, há o medo de se entender como alguém normal, de se assumir, de ser visto como diferente e julgado como "pecador". </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #434343;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Vestir-se como quiser ou como se identifica</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">A forma como nos vestimos diz muito sobre quem somos e não poder vestir-se como você quer, gosta e deseja se assumir é outro medo de quem é LGBT. Isso porque a sociedade ainda criminaliza, julga e condena a forma como uma pessoa se veste, determinando padrões e o que deve ser aceito para cada gênero, por exemplo. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Isso também vale para a maquiagem, por exemplo. Há muitos homens gays que gostam de usar maquiagem, mas não são transgêneros. Logo, por ter o esteriótipo de um homem são julgados por usar maquiagem que é tido como algo exclusivo para mulheres. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #434343;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Sofrer violência sexual por ser LGBT</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Uma pessoa LGBT tem medo de ser violentada sexualmente apenas por assumir ser uma pessoa homossexual, transexual ou ter outro tipo de orientação sexual. Há pessoas que ainda defendem que uma pessoa LGBT pode ser "curada" se estuprada, por exemplo. É por causa desse tipo de pessoa que a comunidade LGBT tem medo de ser violentada sexualmente apenas por ser quem são. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #434343;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Ser isolados da sociedade</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Pessoas LGBT se sentem o tempo todo fora de contexto, não pertencentes a determinados espaços ou que não são bem-vindos a certos grupos. Isso ocorre não porque a pessoa LGBT é diferente, mas sim porque a sociedade não abre as portas para uma vivência respeitosa, inclusiva e empática. </span></span></span><br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Portanto, quando se é da comunidade LGBT você teme não ser incluído, não ter amigos, ser isolado da sociedade e não poder fazer parte das coisas que você gosta. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: large;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Espiritualista dá orientações para pessoas LGBT</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Diante de todos esses medos e inseguranças, é importante ter orientações sobre como lidar com essas situações, já que muitas delas continuarão a fazer parte da vida das pessoas LGBT até que a sociedade ideal seja alcançada. Nesse contexto, Maicon Paiva, que é fundador da casa de apoio espiritual Espaço Recomeçar, orienta:</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">"</span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">Não permita que o medo e as inseguranças impeçam você de ser quem você é. Mesmo com todos esses obstáculos, não vale a pena viver uma vida idealizada por outras pessoas. A vida passa muito rápido, então aproveite ela sendo você mesmo"</span></span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">. </span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Maicon ainda aconselha: </span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="font-style: italic;" class="mycode_i">"se você sente que precisa de ajuda, não tenha medo de recorrer a alguém confiável ou a Espiritualidade, por exemplo. Você não precisa enfrentar tudo isso sozinho"</span></span></span></span><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">O Espiritualista Maicon Paiva atende no </span></span></span><a href="https://espacorecomecar.com.br/sobre-amarracao-amorosa/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url"><span style="color: #1155cc;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"><span style="text-decoration: underline;" class="mycode_u"><span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Espaço Recomeçar</span></span></span></span></span></a><span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font"> realizando Consulta Espiritual, Limpeza Espiritual e até Amarração Amorosa para todas as formas de amor. Então se você precisa de orientação espiritual, entre em contato com a casa de apoio espiritual e agende seu atendimento.</span></span></span><br />
<br />
<span style="color: #000000;" class="mycode_color"><span style="font-size: small;" class="mycode_size"><span style="font-family: Arial;" class="mycode_font">Espero que tenha sido útil. Se for possível ajudar em algo faça contato.</span></span></span>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[abaixo assinado sobre a decisão do governo de portugal]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-223.html</link>
			<pubDate>Mon, 21 May 2018 13:23:11 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=19">mimi</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-223.html</guid>
			<description><![CDATA[<a href="https://go.allout.org/en/a/no-veto/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://go.allout.org/en/a/no-veto/</a><br />
<br />
tradução:<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>Em 13 de abril, Portugal fez história, aprovando uma lei que deixa pessoas transgênero se identificarem com seu nome e gênero de verdade, sem passar por procedimentos legais ou médicos.<br />
<br />
Essa lei poderia ter mudado muitas vidas, mas foi vetada pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa.<br />
<br />
O parlamento português tem o poder de reverter o veto, mas precisamos que 7 membres do parlamento que votaram contra a lei mudem de ideia para chegar na maioria necessária de 116.<br />
<br />
Requisitamos des membres do parlamento que rejeitem o veto.</blockquote>
<br />
eu só acho estranho não ter conseguido achar nada sobre isso em português, mas enfim, é alguma coisa :/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<a href="https://go.allout.org/en/a/no-veto/" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://go.allout.org/en/a/no-veto/</a><br />
<br />
tradução:<br />
<br />
<blockquote class="mycode_quote"><cite>Citação:</cite>Em 13 de abril, Portugal fez história, aprovando uma lei que deixa pessoas transgênero se identificarem com seu nome e gênero de verdade, sem passar por procedimentos legais ou médicos.<br />
<br />
Essa lei poderia ter mudado muitas vidas, mas foi vetada pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa.<br />
<br />
O parlamento português tem o poder de reverter o veto, mas precisamos que 7 membres do parlamento que votaram contra a lei mudem de ideia para chegar na maioria necessária de 116.<br />
<br />
Requisitamos des membres do parlamento que rejeitem o veto.</blockquote>
<br />
eu só acho estranho não ter conseguido achar nada sobre isso em português, mas enfim, é alguma coisa :/]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Categorização de identidades NB em relação a... pautas, de certo modo]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-222.html</link>
			<pubDate>Wed, 16 May 2018 17:15:40 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=2">Aster</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-222.html</guid>
			<description><![CDATA[Não que não existem pautas específicas para cada identidade específica, ou que não existam outros grupos que possuem pautas específicas, mas eu percebo que quase toda categorização geral dentro de identidades não-binárias que tenta abranger tudo acaba sendo mal explicada ou confusa, em certos aspectos.<br />
<br />
Essa classificação aqui não é perfeita, mas eu quis fazer algo mais completo do que eu já tinha visto antes:<br />
<br />
Exobinárias: Identidades completamente fora e/ou independentes do binário de gênero ou de coisas ligadas a ele. Inclui pessoas sem gênero, aporagênero, e várias pessoas xenogênero, entre outras.<br />
<br />
Ideobinárias: Identidades que precisam de ideias de masculinidade, feminilidade, ou de outras "projeções" relacionadas a gêneros binários, sem necessariamente estarem perto de gêneros binários. Inclui inavires, pessoas mascugênero, noneras, e talvez antimeninas/antimeninos, entre outras pessoas.<br />
<br />
Mesobinárias: Identidades envolvendo ambos os gêneros binários e/ou estar dentro destes gêneros, como bigênero homem/mulher e andrógine homem/mulher.<br />
<br />
Viabinárias: Identidades que estão próximas a um gênero binário, ainda que possam ser chamadas de não-binárias. Mulher/homem NB (muitas vezes), juxera/proxvir, etc.<br />
<br />
(Pessoas podem usar essas categorias sem se chamarem de não-binárias, se quiserem.)<br />
<br />
É possível um mesmo gênero estar em mais de uma destas categorias, e é possível ter vários gêneros que cubram diferentes categorias. A questão é que esses grupos muitas vezes possuem pautas específicas que são apagadas/ignoradas dentro de um contexto mais geral:<br />
<br />
- Pessoas exobinárias podem não se sentir confortáveis com a visão de pessoas não-binárias em certos contextos como sempre mesobinárias ou viabinárias: representações que se resumem a "meio homem e meio mulher", inclusão de pessoas não-binárias que não se importam em serem consideradas próximas a um ou outro gênero binário e exclusão do resto, etc.<br />
<br />
- Pessoas ideobinárias podem não se sentir confortáveis com a ideia de que masculinidade = homem e de que feminilidade = mulher, quando querem poder expressar masculinidade/feminilidade sem serem consideradas homens/mulheres respectivamente. Podem também não se sentir confortáveis com o agrupamento de "identidades relacionadas com masculinidade/feminilidade" com "identidades relacionadas a ser homem/mulher", o que ocorre em várias orientações e outros rótulos de identidade.<br />
<br />
- Pessoas mesobinárias podem não se sentir confortáveis com a ideia de que não-binariedade significa não ter gênero, ou estar completamente fora do binário de gênero. Também podem não se sentir confortáveis com a ideia de que precisam escolher entre espaços para homens ou espaços para mulheres, quando se encaixam em ambas as categorias.<br />
<br />
- Pessoas viabinárias podem não se sentir confortáveis com as pessoas ao redor julgando suas identidades como "basicamente binárias", ou inexistentes porque pessoas não-binárias supostamente "não podem ser homens ou mulheres de nenhuma forma".<br />
<br />
Novamente, eu sei que identidades mais específicas que isso possuem suas próprias questões. E que existem grupos de identidade dentro de cada um desses grupos, que também possuem questões gerais.<br />
<br />
Mas agrupamentos como "gêneros relacionados com gêneros binários x gêneros não relacionados com gêneros binários" acabam não sendo muito explícitos em relação a certas questões, e acho que existem questões diferentes em relação a pessoas viabinárias, mesobinárias e ideobinárias a ponto de separar essas questões.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Estes não são termos para identidades, ou mesmo para categorização de pessoas.</span> Não vou pedir para ninguém se considerar exobinárie acima de ser xenogênero ou maverique ou gênero-vácuo ou agênero, e não apoio qualquer tentativa de categorizar pessoas em uma dessas categorias contra suas vontades.<br />
<br />
A categorização de certos termos também é vaga, porque algumes ambonecs podem se considerar mesobináries e outres exobináries, por exemplo. E identidades como demigênero e paragênero podem se aplicar a qualquer categoria, dependendo do gênero que "modificam".<br />
<br />
A categorização é mais para pautas e ideias específicas sobre não-binariedade.<br />
<br />
Idk. Só uma ideia, não sei se é útil para outras pessoas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Não que não existem pautas específicas para cada identidade específica, ou que não existam outros grupos que possuem pautas específicas, mas eu percebo que quase toda categorização geral dentro de identidades não-binárias que tenta abranger tudo acaba sendo mal explicada ou confusa, em certos aspectos.<br />
<br />
Essa classificação aqui não é perfeita, mas eu quis fazer algo mais completo do que eu já tinha visto antes:<br />
<br />
Exobinárias: Identidades completamente fora e/ou independentes do binário de gênero ou de coisas ligadas a ele. Inclui pessoas sem gênero, aporagênero, e várias pessoas xenogênero, entre outras.<br />
<br />
Ideobinárias: Identidades que precisam de ideias de masculinidade, feminilidade, ou de outras "projeções" relacionadas a gêneros binários, sem necessariamente estarem perto de gêneros binários. Inclui inavires, pessoas mascugênero, noneras, e talvez antimeninas/antimeninos, entre outras pessoas.<br />
<br />
Mesobinárias: Identidades envolvendo ambos os gêneros binários e/ou estar dentro destes gêneros, como bigênero homem/mulher e andrógine homem/mulher.<br />
<br />
Viabinárias: Identidades que estão próximas a um gênero binário, ainda que possam ser chamadas de não-binárias. Mulher/homem NB (muitas vezes), juxera/proxvir, etc.<br />
<br />
(Pessoas podem usar essas categorias sem se chamarem de não-binárias, se quiserem.)<br />
<br />
É possível um mesmo gênero estar em mais de uma destas categorias, e é possível ter vários gêneros que cubram diferentes categorias. A questão é que esses grupos muitas vezes possuem pautas específicas que são apagadas/ignoradas dentro de um contexto mais geral:<br />
<br />
- Pessoas exobinárias podem não se sentir confortáveis com a visão de pessoas não-binárias em certos contextos como sempre mesobinárias ou viabinárias: representações que se resumem a "meio homem e meio mulher", inclusão de pessoas não-binárias que não se importam em serem consideradas próximas a um ou outro gênero binário e exclusão do resto, etc.<br />
<br />
- Pessoas ideobinárias podem não se sentir confortáveis com a ideia de que masculinidade = homem e de que feminilidade = mulher, quando querem poder expressar masculinidade/feminilidade sem serem consideradas homens/mulheres respectivamente. Podem também não se sentir confortáveis com o agrupamento de "identidades relacionadas com masculinidade/feminilidade" com "identidades relacionadas a ser homem/mulher", o que ocorre em várias orientações e outros rótulos de identidade.<br />
<br />
- Pessoas mesobinárias podem não se sentir confortáveis com a ideia de que não-binariedade significa não ter gênero, ou estar completamente fora do binário de gênero. Também podem não se sentir confortáveis com a ideia de que precisam escolher entre espaços para homens ou espaços para mulheres, quando se encaixam em ambas as categorias.<br />
<br />
- Pessoas viabinárias podem não se sentir confortáveis com as pessoas ao redor julgando suas identidades como "basicamente binárias", ou inexistentes porque pessoas não-binárias supostamente "não podem ser homens ou mulheres de nenhuma forma".<br />
<br />
Novamente, eu sei que identidades mais específicas que isso possuem suas próprias questões. E que existem grupos de identidade dentro de cada um desses grupos, que também possuem questões gerais.<br />
<br />
Mas agrupamentos como "gêneros relacionados com gêneros binários x gêneros não relacionados com gêneros binários" acabam não sendo muito explícitos em relação a certas questões, e acho que existem questões diferentes em relação a pessoas viabinárias, mesobinárias e ideobinárias a ponto de separar essas questões.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Estes não são termos para identidades, ou mesmo para categorização de pessoas.</span> Não vou pedir para ninguém se considerar exobinárie acima de ser xenogênero ou maverique ou gênero-vácuo ou agênero, e não apoio qualquer tentativa de categorizar pessoas em uma dessas categorias contra suas vontades.<br />
<br />
A categorização de certos termos também é vaga, porque algumes ambonecs podem se considerar mesobináries e outres exobináries, por exemplo. E identidades como demigênero e paragênero podem se aplicar a qualquer categoria, dependendo do gênero que "modificam".<br />
<br />
A categorização é mais para pautas e ideias específicas sobre não-binariedade.<br />
<br />
Idk. Só uma ideia, não sei se é útil para outras pessoas?]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[termos alternativos para expressões relacionadas a genitais]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-196.html</link>
			<pubDate>Sat, 03 Feb 2018 21:09:09 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=917">karymaAssemany</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-196.html</guid>
			<description><![CDATA[a ideia desse tópico é criar outras alternativas para expressões populares q se referem a órgão genitais ou fazem referencia aos mesmo ou a sexo/sexualidade, como caralho, foda, que pika, e por ai vai. exemplo: caralhada/clitorada, que pika/que vulva, tem que ter culhão/tem que ter ovário. basicamente a ideia é criar seus próprios termos , oque conta é a criatividade. quando colocarem não esqueçam de explicar em que tipo de situação seriam utilizados.#CreateYourOwnTerms]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[a ideia desse tópico é criar outras alternativas para expressões populares q se referem a órgão genitais ou fazem referencia aos mesmo ou a sexo/sexualidade, como caralho, foda, que pika, e por ai vai. exemplo: caralhada/clitorada, que pika/que vulva, tem que ter culhão/tem que ter ovário. basicamente a ideia é criar seus próprios termos , oque conta é a criatividade. quando colocarem não esqueçam de explicar em que tipo de situação seriam utilizados.#CreateYourOwnTerms]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Imagens coloridas indicando que ofensas "menores" ainda são cis/heterossexistas]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-188.html</link>
			<pubDate>Wed, 24 Jan 2018 14:04:54 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=2">Aster</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-188.html</guid>
			<description><![CDATA[Estas imagens foram feitas para ser divulgadas e repostadas, especialmente quando você não está a fim de escrever isso novamente. Prefiro que me deem crédito (Aster Sant'Anna, acompanhado ou não de orientando.org, ou link para o tópico), mas entendo que em certas situações isso pode ser difícil. Mesmo assim, em lugares como Facebook, Instagram e Tumblr, é perfeitamente possível copiar e colar um link pra cá na descrição, ou citar meu nome.<br />
<br />
Para quem não consegue ver, todas essas imagens possuem fundos de cores claras em degradê, cada um diferente do outro. Em todas as imagens, a fonte é sem serifa (Noto Sans) e cinza. A legenda do que está em cada imagem vai ser colocada após cada imagem.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos1.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos1.png]" class="mycode_img" /><br />
"duvidar da existência de pessoas cuja atração é fluida" / "ainda contribui com heteronormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Heteronormatividade prega que hétero é a orientação natural, padrão, normal, válida. Uma das características da orientação hétero é que ela não é fluida, ou seja, permanece sempre a mesma. Portanto, dizer que orientações não podem ser fluidas diz que esse aspecto da orientação hétero precisa ser universal.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos2.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos2.png]" class="mycode_img" /><br />
"duvidar da existência de pessoas cuja atração por certos gêneros é mais frequente do que por outros" / "ainda faz parte da heteronormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Heteronormatividade prega que hétero é a orientação natural, padrão, normal, válida. Uma das características da orientação hétero é que ela sempre tem a mesma intensidade, e outra característica é que o padrão é sempre ter atração por um gênero só. Portanto, dizer que alguém não pode realmente sentir atração por mais de um gênero, ou que pode sentir desde que seja com a mesma intensidade, é usar a orientação hétero como base de como uma orientação pode ou não pode funcionar.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos3.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos3.png]" class="mycode_img" /><br />
"duvidar da existência de pessoas capazes de sentir atração por pessoas não-binárias sem considerá-las "basicamente homens" ou "basicamente mulheres" para propósitos de atração" / "é apoiar cissexismo e heterossexismo"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Cissexismo diz que só existem dois gêneros válidos, homem e mulher, e que esses gêneros são decididos pelo corpo com o qual a pessoa nasceu, que presumidamente vai se desenvolver de certa forma. Heterossexismo diz que as únicas atrações válidas são por mulheres (se você é homem) ou por homens (se você é mulher).<br />
<br />
Dizer que identidades não-binárias não podem "participar" de dinâmicas de atração é dizer que essas identidades não são reais em todos os pontos, e que se uma identidade não está prevista dentro da orientação hétero, ela não pode ser inclusa em outras orientações.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos4.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos4.png]" class="mycode_img" /><br />
"só apoiar pessoas não-binárias que definem suas identidades com termos "comuns" ou "fáceis de entender"" / "é apoiar cissexismo e heterossexismo"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Novamente, pessoas não-binárias não são inclusas na dinâmica hétero. Porém, nem todas as pessoas não-binárias se sentem confortáveis com gay ou com lésbica, ou com serem inclusas na atração de quem se identifica como tal. É daí que vem orientações ~novas e estranhas~, como viramórique, feminamórique, urânique e netúnique. Ou até mesmo como polissexual e cetero. Dizer que essas experiências são inválidas porque não possuem base em ser uma pessoa binária atraída por pessoas binárias é dizer que deveriam estar num padrão mais próximo ao hétero, e até mesmo ao padrão cis de só existirem gêneros binários.<br />
<br />
Quanto a gêneros, queremos poder descrever nossas experiências em detalhes, tanto para outras pessoas aprenderem que experiências de gêneros são diversas, quanto para podermos nos comparar ou contrastar entre outras pessoas não-binárias. Querer que a gente cale a boca e só usemos rótulos quando forem simples é querer que nossos gêneros fiquem mais próximos à norma cis do que é gênero, ou só sejam descritos como tal.<br />
<br />
Definições das orientações às quais me referi mais cedo:<br />
<br />
Viramórique: Uma pessoa não-binária atraída somente por homens.<br />
<br />
Feminamórique: Uma pessoa não-binária atraída somente por mulheres.<br />
<br />
Urânique: Uma pessoa atraída por homens, pessoas sem gênero, e outras pessoas não-binárias desde que elas não tenham conexão com feminilidade ou com o gênero mulher.<br />
<br />
Netúnique: Uma pessoa atraída por mulheres, pessoas sem gênero, e outras pessoas não-binárias desde que elas não tenham conexão com masculinidade ou com o gênero homem.<br />
<br />
Poli-: Uma pessoa atraída por vários gêneros, geralmente mais de dois, não necessariamente todos.<br />
<br />
Cetero-: Uma pessoa atraída somente por pessoas não-binárias. Geralmente, esta orientação é vista como exclusiva para pessoas não-binárias.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos5.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos5.png]" class="mycode_img" /><br />
"reclamar da liberdade de escolher entre vários pronomes e finais de palavra, além de ele/o e de ela/a" / "faz parte de apoiar cisnormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> O/ele/o e a/ela/a são conjuntos geralmente associados aos gêneros homem e mulher, respectivamente. Nem todas as pessoas que os usam são homens ou mulheres, mas ainda assim: esses conjuntos, os únicos vistos como válidos dentro da língua, são associados aos únicos gêneros vistos como válidos.<br />
<br />
Embora pessoas não-binárias geralmente não queiram associar linguagem a gênero, e defendem que pessoas podem usar qualquer linguagem independentemente de seus gêneros, muitas vezes tentam nos empurrar a ideia de que devíamos "simplesmente" concordar em um conjunto só, para ser tanto usado de forma neutra (quando há pessoas de mais de uma linguagem envolvidas, ou quando você não sabe a linguagem de alguém), quanto para <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">todas as pessoas não-binárias que não querem usar o/ele/o ou a/ela/a</span>.<br />
<br />
Ou seja, nós, que temos uma pluralidade imensa de identidades e de experiências de gêneros, temos que nos contentar com um conjunto de linguagem, que não seria nem exclusivo para se referir a pessoas como nós, enquanto pessoas binárias podem ter conjuntos diferenciados entre si. Tudo isso porque acham que modificar o uso da língua para que possa existir uma gama maior de pronomes, artigos e finais de palavra é trabalho demais, ainda que a diferenciação entre conjuntos original tenha sido obra de pessoas binárias.<br />
<br />
A ideia de restringir o que pessoas não-binárias podem ou devem ter de conjuntos é definitivamente cisnormativa. Afinal, não afeta pessoas cis.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos6.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos6.png]" class="mycode_img" /><br />
"reclamar de pessoas usando palavras mais específicas para descrever suas experiências, justificando que elas "dividem o grupo"" / "só mostra que você é incapaz de aceitar pessoas diferentes de você, e incapaz de aceitar que outres também sofrem sob o mesmo sistema"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Por exemplo, se uma pessoa prefere o termo pan ao termo bi, porque sente atração independentemente do gênero e quer colocar ênfase nisso, isso não significa que nega que alguém com a mesma experiência poderia se identificar como bi. Só significa que achou outro termo mais confortável para si.<br />
<br />
Agora, se o grupo bi local nega que há qualquer necessidade de termos para pessoas multi além de bi, diz que se identificar como poli ou como pan é frescura ou anti-bi, e insiste que é necessária uma unidade bi, a pessoa pan tem todo o direito de não se sentir confortável com essa retórica e deixar o grupo. E isso não é culpa da pessoa que escolheu um termo diferente, e sim do grupo que criou ideias sobre o que a rejeição do seu termo significa, e que criou a ideia de que pessoas de termos diferentes são inimigas.<br />
<br />
É isso o que acontece com várias identidades mais específicas. Elas não são um ataque ou uma negação ao termo mais geral, mas se a comunidade mais geral só se importa com quem se identifica exatamente da maneira que querem, ao invés de tentar incluir e deixar pessoas de identidades similares, mas diferentes, confortáveis, as pessoas de identidades que estão sendo atacadas ou ignoradas vão deixar o grupo, e possivelmente guardar rancor também.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos7.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos7.png]" class="mycode_img" /><br />
"agir como se "todas e todos" incluísse todas as pessoas" / "contribui com a cisnormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Nem todas as pessoas não-binárias usam a ou o como finais de palavra. "Todas e todos" dialoga com todas (ou pelo menos com quase todas) as pessoas cis, enquanto ignora muitas pessoas não-binárias; ou seja, uma parcela que só tem pessoas que não são cis.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos8.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos8.png]" class="mycode_img" /><br />
"agir como se existisse uma orientação "base" ou "padrão", ainda que não seja hétero" / "ainda contribui com a heteronormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> A heteronormatividade é que impõe que existe uma orientação que todas as pessoas são, até que "viram" algo diferente. Trocar a ideia de que todo mundo é hétero até que prove o contrário, ou até que a pessoa seja influenciada por outra coisa, pela ideia de que todo mundo é bi, pan, assexual, ou de outra identidade, até que aconteça algo, perpetua uma ideia similar, especialmente a quem não é da "orientação padrão" escolhida.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos9.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos9.png]" class="mycode_img" /><br />
"usar "sexo biológico" ao invés de gênero designado ou atribuído quando se trata do que foi colocado na certidão de nascimento" / "contribui com a cisnormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> A ideia de que certos corpos precisam ser denominados como fêmeas/mulheres/meninas/femininos ou de que certos outros corpos precisam ser denominados como machos/homens/meninos/masculinos, quando utilizamos essas mesmas palavras para descrever gêneros (ou papéis de gênero, ou expressões de gênero, ou elementos de gênero, etc.), perpetua a ideia de que é o corpo que define gênero, até que seja provado o contrário. Esta é uma ideia cisnormativa.<br />
<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos10.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos10.png]" class="mycode_img" /><br />
"negar que pessoas possam ter suas identidades afetadas por fatores como trauma, neurodivergência, cultura ou intersexualidade" / "é negação da natureza da construção da identidade, e contribui com hetero/cisnormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Novamente, a ideia que a hetero/cisnormatividade perpetua é que você nasce de certo corpo, tem um gênero baseado nesse corpo, e sente atração somente pelo gênero baseado no outro corpo. Isso ignora que fatores da vivência da pessoa podem afetar muito mais a construção do gênero, ou até da orientação, do que "nascer assim".<br />
<br />
Não é como se a maioria das pessoas pudesse ter suas identidades facilmente moldadas, e não é como se todas as pessoas intersexo, neurodivergentes, etc. etc. não sejam de seu gênero designado e tenham seu gênero afetado por isso, mas é algo que pode acontecer. E dizer que essas pessoas <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">precisam</span> de "cura" para que suas identidades sejam "normais" e "puras" não apenas não é realista, como também contribui com o ideal cis/hétero de que você precisa nascer com sua identidade, e de que só certas experiências são válidas.<br />
<br />
Se você quer fazer ou faz tratamento para poder lidar melhor com neurodivergência, trauma, disforia ou até mesmo com opressão por si só, não há nenhum problema! E há a possibilidade de que sua identidade possa mudar quando você conseguir ter outra perspectiva de vida. Porém, também há a possibilidade de que sua identidade não mude. Essas coisas são complicadas, não se force a tentar ter alguma identidade que não parece encaixar porque ela seria "melhor" para você.<br />
<br />
<hr class="mycode_hr" />
<br />
Por enquanto, é isso aí.<br />
<br />
Eu tentei utilizar uma linguagem menos específica, não só pelo espaço, mas também pelo impacto. Coisas que só afetam pessoas não-binárias poderiam ser colocadas como exorsexismo, mas eu sei que a maioria não sabe ou não liga para exorsexismo por si só, enquanto ignorar cissexismo/cisnormatividade já é uma ofensa mais grave em círculos ativistas.<br />
<br />
Mesma coisa para orientações: muita gente olha torto para a palavra monossexismo, mas também ignora que não são só pessoas gays e lésbicas que sofrem com heterossexismo/heteronormatividade. E que não ser hétero pode envolver muito mais do que ter atração pelo mesmo gênero.<br />
<br />
Provavelmente vou fazer mais depois, e aceito sugestões também.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Estas imagens foram feitas para ser divulgadas e repostadas, especialmente quando você não está a fim de escrever isso novamente. Prefiro que me deem crédito (Aster Sant'Anna, acompanhado ou não de orientando.org, ou link para o tópico), mas entendo que em certas situações isso pode ser difícil. Mesmo assim, em lugares como Facebook, Instagram e Tumblr, é perfeitamente possível copiar e colar um link pra cá na descrição, ou citar meu nome.<br />
<br />
Para quem não consegue ver, todas essas imagens possuem fundos de cores claras em degradê, cada um diferente do outro. Em todas as imagens, a fonte é sem serifa (Noto Sans) e cinza. A legenda do que está em cada imagem vai ser colocada após cada imagem.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos1.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos1.png]" class="mycode_img" /><br />
"duvidar da existência de pessoas cuja atração é fluida" / "ainda contribui com heteronormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Heteronormatividade prega que hétero é a orientação natural, padrão, normal, válida. Uma das características da orientação hétero é que ela não é fluida, ou seja, permanece sempre a mesma. Portanto, dizer que orientações não podem ser fluidas diz que esse aspecto da orientação hétero precisa ser universal.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos2.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos2.png]" class="mycode_img" /><br />
"duvidar da existência de pessoas cuja atração por certos gêneros é mais frequente do que por outros" / "ainda faz parte da heteronormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Heteronormatividade prega que hétero é a orientação natural, padrão, normal, válida. Uma das características da orientação hétero é que ela sempre tem a mesma intensidade, e outra característica é que o padrão é sempre ter atração por um gênero só. Portanto, dizer que alguém não pode realmente sentir atração por mais de um gênero, ou que pode sentir desde que seja com a mesma intensidade, é usar a orientação hétero como base de como uma orientação pode ou não pode funcionar.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos3.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos3.png]" class="mycode_img" /><br />
"duvidar da existência de pessoas capazes de sentir atração por pessoas não-binárias sem considerá-las "basicamente homens" ou "basicamente mulheres" para propósitos de atração" / "é apoiar cissexismo e heterossexismo"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Cissexismo diz que só existem dois gêneros válidos, homem e mulher, e que esses gêneros são decididos pelo corpo com o qual a pessoa nasceu, que presumidamente vai se desenvolver de certa forma. Heterossexismo diz que as únicas atrações válidas são por mulheres (se você é homem) ou por homens (se você é mulher).<br />
<br />
Dizer que identidades não-binárias não podem "participar" de dinâmicas de atração é dizer que essas identidades não são reais em todos os pontos, e que se uma identidade não está prevista dentro da orientação hétero, ela não pode ser inclusa em outras orientações.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos4.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos4.png]" class="mycode_img" /><br />
"só apoiar pessoas não-binárias que definem suas identidades com termos "comuns" ou "fáceis de entender"" / "é apoiar cissexismo e heterossexismo"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Novamente, pessoas não-binárias não são inclusas na dinâmica hétero. Porém, nem todas as pessoas não-binárias se sentem confortáveis com gay ou com lésbica, ou com serem inclusas na atração de quem se identifica como tal. É daí que vem orientações ~novas e estranhas~, como viramórique, feminamórique, urânique e netúnique. Ou até mesmo como polissexual e cetero. Dizer que essas experiências são inválidas porque não possuem base em ser uma pessoa binária atraída por pessoas binárias é dizer que deveriam estar num padrão mais próximo ao hétero, e até mesmo ao padrão cis de só existirem gêneros binários.<br />
<br />
Quanto a gêneros, queremos poder descrever nossas experiências em detalhes, tanto para outras pessoas aprenderem que experiências de gêneros são diversas, quanto para podermos nos comparar ou contrastar entre outras pessoas não-binárias. Querer que a gente cale a boca e só usemos rótulos quando forem simples é querer que nossos gêneros fiquem mais próximos à norma cis do que é gênero, ou só sejam descritos como tal.<br />
<br />
Definições das orientações às quais me referi mais cedo:<br />
<br />
Viramórique: Uma pessoa não-binária atraída somente por homens.<br />
<br />
Feminamórique: Uma pessoa não-binária atraída somente por mulheres.<br />
<br />
Urânique: Uma pessoa atraída por homens, pessoas sem gênero, e outras pessoas não-binárias desde que elas não tenham conexão com feminilidade ou com o gênero mulher.<br />
<br />
Netúnique: Uma pessoa atraída por mulheres, pessoas sem gênero, e outras pessoas não-binárias desde que elas não tenham conexão com masculinidade ou com o gênero homem.<br />
<br />
Poli-: Uma pessoa atraída por vários gêneros, geralmente mais de dois, não necessariamente todos.<br />
<br />
Cetero-: Uma pessoa atraída somente por pessoas não-binárias. Geralmente, esta orientação é vista como exclusiva para pessoas não-binárias.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos5.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos5.png]" class="mycode_img" /><br />
"reclamar da liberdade de escolher entre vários pronomes e finais de palavra, além de ele/o e de ela/a" / "faz parte de apoiar cisnormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> O/ele/o e a/ela/a são conjuntos geralmente associados aos gêneros homem e mulher, respectivamente. Nem todas as pessoas que os usam são homens ou mulheres, mas ainda assim: esses conjuntos, os únicos vistos como válidos dentro da língua, são associados aos únicos gêneros vistos como válidos.<br />
<br />
Embora pessoas não-binárias geralmente não queiram associar linguagem a gênero, e defendem que pessoas podem usar qualquer linguagem independentemente de seus gêneros, muitas vezes tentam nos empurrar a ideia de que devíamos "simplesmente" concordar em um conjunto só, para ser tanto usado de forma neutra (quando há pessoas de mais de uma linguagem envolvidas, ou quando você não sabe a linguagem de alguém), quanto para <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">todas as pessoas não-binárias que não querem usar o/ele/o ou a/ela/a</span>.<br />
<br />
Ou seja, nós, que temos uma pluralidade imensa de identidades e de experiências de gêneros, temos que nos contentar com um conjunto de linguagem, que não seria nem exclusivo para se referir a pessoas como nós, enquanto pessoas binárias podem ter conjuntos diferenciados entre si. Tudo isso porque acham que modificar o uso da língua para que possa existir uma gama maior de pronomes, artigos e finais de palavra é trabalho demais, ainda que a diferenciação entre conjuntos original tenha sido obra de pessoas binárias.<br />
<br />
A ideia de restringir o que pessoas não-binárias podem ou devem ter de conjuntos é definitivamente cisnormativa. Afinal, não afeta pessoas cis.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos6.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos6.png]" class="mycode_img" /><br />
"reclamar de pessoas usando palavras mais específicas para descrever suas experiências, justificando que elas "dividem o grupo"" / "só mostra que você é incapaz de aceitar pessoas diferentes de você, e incapaz de aceitar que outres também sofrem sob o mesmo sistema"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Por exemplo, se uma pessoa prefere o termo pan ao termo bi, porque sente atração independentemente do gênero e quer colocar ênfase nisso, isso não significa que nega que alguém com a mesma experiência poderia se identificar como bi. Só significa que achou outro termo mais confortável para si.<br />
<br />
Agora, se o grupo bi local nega que há qualquer necessidade de termos para pessoas multi além de bi, diz que se identificar como poli ou como pan é frescura ou anti-bi, e insiste que é necessária uma unidade bi, a pessoa pan tem todo o direito de não se sentir confortável com essa retórica e deixar o grupo. E isso não é culpa da pessoa que escolheu um termo diferente, e sim do grupo que criou ideias sobre o que a rejeição do seu termo significa, e que criou a ideia de que pessoas de termos diferentes são inimigas.<br />
<br />
É isso o que acontece com várias identidades mais específicas. Elas não são um ataque ou uma negação ao termo mais geral, mas se a comunidade mais geral só se importa com quem se identifica exatamente da maneira que querem, ao invés de tentar incluir e deixar pessoas de identidades similares, mas diferentes, confortáveis, as pessoas de identidades que estão sendo atacadas ou ignoradas vão deixar o grupo, e possivelmente guardar rancor também.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos7.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos7.png]" class="mycode_img" /><br />
"agir como se "todas e todos" incluísse todas as pessoas" / "contribui com a cisnormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Nem todas as pessoas não-binárias usam a ou o como finais de palavra. "Todas e todos" dialoga com todas (ou pelo menos com quase todas) as pessoas cis, enquanto ignora muitas pessoas não-binárias; ou seja, uma parcela que só tem pessoas que não são cis.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos8.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos8.png]" class="mycode_img" /><br />
"agir como se existisse uma orientação "base" ou "padrão", ainda que não seja hétero" / "ainda contribui com a heteronormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> A heteronormatividade é que impõe que existe uma orientação que todas as pessoas são, até que "viram" algo diferente. Trocar a ideia de que todo mundo é hétero até que prove o contrário, ou até que a pessoa seja influenciada por outra coisa, pela ideia de que todo mundo é bi, pan, assexual, ou de outra identidade, até que aconteça algo, perpetua uma ideia similar, especialmente a quem não é da "orientação padrão" escolhida.<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos9.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos9.png]" class="mycode_img" /><br />
"usar "sexo biológico" ao invés de gênero designado ou atribuído quando se trata do que foi colocado na certidão de nascimento" / "contribui com a cisnormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> A ideia de que certos corpos precisam ser denominados como fêmeas/mulheres/meninas/femininos ou de que certos outros corpos precisam ser denominados como machos/homens/meninos/masculinos, quando utilizamos essas mesmas palavras para descrever gêneros (ou papéis de gênero, ou expressões de gênero, ou elementos de gênero, etc.), perpetua a ideia de que é o corpo que define gênero, até que seja provado o contrário. Esta é uma ideia cisnormativa.<br />
<br />
<br />
<img src="http://orientando.org/wp-content/uploads/2018/01/pos10.png" loading="lazy"  alt="[Imagem: pos10.png]" class="mycode_img" /><br />
"negar que pessoas possam ter suas identidades afetadas por fatores como trauma, neurodivergência, cultura ou intersexualidade" / "é negação da natureza da construção da identidade, e contribui com hetero/cisnormatividade"<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Por quê?</span> Novamente, a ideia que a hetero/cisnormatividade perpetua é que você nasce de certo corpo, tem um gênero baseado nesse corpo, e sente atração somente pelo gênero baseado no outro corpo. Isso ignora que fatores da vivência da pessoa podem afetar muito mais a construção do gênero, ou até da orientação, do que "nascer assim".<br />
<br />
Não é como se a maioria das pessoas pudesse ter suas identidades facilmente moldadas, e não é como se todas as pessoas intersexo, neurodivergentes, etc. etc. não sejam de seu gênero designado e tenham seu gênero afetado por isso, mas é algo que pode acontecer. E dizer que essas pessoas <span style="font-style: italic;" class="mycode_i">precisam</span> de "cura" para que suas identidades sejam "normais" e "puras" não apenas não é realista, como também contribui com o ideal cis/hétero de que você precisa nascer com sua identidade, e de que só certas experiências são válidas.<br />
<br />
Se você quer fazer ou faz tratamento para poder lidar melhor com neurodivergência, trauma, disforia ou até mesmo com opressão por si só, não há nenhum problema! E há a possibilidade de que sua identidade possa mudar quando você conseguir ter outra perspectiva de vida. Porém, também há a possibilidade de que sua identidade não mude. Essas coisas são complicadas, não se force a tentar ter alguma identidade que não parece encaixar porque ela seria "melhor" para você.<br />
<br />
<hr class="mycode_hr" />
<br />
Por enquanto, é isso aí.<br />
<br />
Eu tentei utilizar uma linguagem menos específica, não só pelo espaço, mas também pelo impacto. Coisas que só afetam pessoas não-binárias poderiam ser colocadas como exorsexismo, mas eu sei que a maioria não sabe ou não liga para exorsexismo por si só, enquanto ignorar cissexismo/cisnormatividade já é uma ofensa mais grave em círculos ativistas.<br />
<br />
Mesma coisa para orientações: muita gente olha torto para a palavra monossexismo, mas também ignora que não são só pessoas gays e lésbicas que sofrem com heterossexismo/heteronormatividade. E que não ser hétero pode envolver muito mais do que ter atração pelo mesmo gênero.<br />
<br />
Provavelmente vou fazer mais depois, e aceito sugestões também.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[TERFs e pessoas intersexo [diadismo, cissexismo, transmisoginia, genitais]]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-187.html</link>
			<pubDate>Mon, 22 Jan 2018 20:11:35 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=21">altedude</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-187.html</guid>
			<description><![CDATA[Me desculpem por outro tópico sobre TERFs, é só que na pesquisa sobre a Simone acabei me deparando com <a href="http://intersexroadshow.blogspot.com/2014/09/trans-exclusionary-radical-feminists.html" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">esse texto</a>. Eu não tô a fim de traduzir ele inteiro, mas é legal o que uma pessoa intersexo acha dessas coisas.<br />
<br />
Os pontos do texto são:<br />
<br />
- Algumas pessoas intersexo elogiaram um certo grupo "crítico de gênero", e OP foi ver o que era. Mas se decepcionou, por motivos óbvios.<br />
<br />
- Essas pessoas intersexo provavelmente simpatizam com TERFs porque "criticar gênero" parece algo interessante do ponto de vista de quem desvia do que é esperado para cada gênero, e de quem luta por ter sua anatomia natural mais respeitada do que a designação de um gênero.<br />
<br />
- Muitas pessoas intersexo não se sentem confortáveis com as aplicações genéricas de cis e trans, e TERFs também não gostam do termo cis, outro ponto que poderia ser visto como em comum.<br />
<br />
- Muitas TERFs possuem publicações mainstream onde suas visões são colocadas como razoáveis, e, sem saber pelo que pessoas trans lutam e como pessoas trans falam de privilégio cis, pessoas trans podem ser pintadas como inimigas do progresso que querem que todes se conformem com normas de gênero e tal. Pessoas intersexo sem contato com comunidades trans podem ver pessoas trans como inimigas por conta disso.<br />
<br />
- TERFs ao menos concordaram que uma atleta ipsogênero com níveis altos de testosterona deveria poder competir em eventos esportivos femininos por ter cromossomos XX, vulva e criação como mulher, e que cirurgias de "correção" da genitália no nascimento são mutilação e não deveriam ser feitas.<br />
<br />
Agora sim, eis os problemas:<br />
<br />
- TERFs acreditam que o binário de sexo existe, e que pessoas intersexo são um transtorno e portanto não deveriam contar como sexos diferentes dos diádicos. Não querem que façam intervenções cirúrgicas, mas querem que bebês intersexo sejam examinados para que o "sexo correto" seja colocado na certidão. O sexo correto, segundo elas, seria ou relacionado à capacidade reprodutiva ou, se isso não fosse possível (o que acreditavam que era o caso na maior parte das vezes), com base nos cromossomos (lol).<br />
<br />
- TERFs não perceberam que seus cenários de "sexo verdadeiro" envolveriam mulheres inférteis com útero e cromossomos XY ou transição de gênero forçada, assim como mulheres com pênis... coisas que TERFs acreditam que não poderiam existir, já que acham que o que define os "sexos" é que homens querem controlar os úteros das mulheres usando seus pênis.<br />
<br />
- TERFs acreditam que a remoção do sexo em documentos, ou que a correção fácil a partir de certa idade para que pessoas possam escolher entre M, F ou entre uma categoria não-binária, são ideias ruins. Acham que isso confundiria a criança, fazendo ela achar que pertenceria a "outro sexo", enquanto diziam que "pessoas intersexo de verdade" se identificam como homens ou mulheres. Portanto, isso seria ruim para crianças intersexo, e só seria bom para as "fantasias" de pessoas trans e não-binárias.<br />
<br />
- TERFs consideram a questão intersexo um desvio do assunto, porque pessoas intersexo são "raras demais", enquanto "mulheres de nascimento" são metade do mundo, sob a ameaça de "homens que tentam entrar em espaços de mulheres", e portanto questões intersexo deveriam ficar de lado.<br />
<br />
- Informaram OP que TERFs não possuem paciência com o "desvio intersexo" porque só "homens" (mulheres trans) o usam para negar que genitais definem o binário imutável de gênero, que mulheres de nascimento são oprimidas, blá blá blá. Ignoraram que OP é uma pessoa intersexo que não é uma mulher trans.<br />
<br />
- Também disseram para OP que a maioria das pessoas que se dizem intersexo são pessoas trans fingindo serem intersexo, e que a "pequena minoria de pessoas que são intersexo de verdade" estão sendo usadas por mulheres trans e deveriam odiar pessoas trans. OP diz que essa desinformação sobre a maioria das pessoas intersexo serem falsas não contribui com a causa, e que é capaz de analisar quem está se aproveitando da causa por si mesmo.<br />
<br />
- TERFs usam a ideia de que cirurgia em bebês intersexo é ruim para dizer que crianças trans não deveriam "transicionar de forma forçada", sendo que isso ignora que esses casos são simplesmente para as crianças serem avaliadas em relação à sua identidade de gênero, sem envolver hormônios ou cirurgias, no máximo mudança do marcador de gênero nos documentos, mudança na linguagem e diagnóstico oficial. Isso ignora que estes casos são uma validação do que a criança quer, e não algo forçado.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Resumindo,</span> OP foi informado de que políticas "críticas de gênero" poderiam ser úteis para pessoas intersexo, e participou por dias de um grupo desses. Encontrou um monte de transmisoginia, negação do que pessoas trans de qualquer gênero vivem, e insistência de que pessoas intersexo possuem algum transtorno. Disseram pro OP que a maioria das pessoas que se dizem intersexo são pessoas trans fingindo ser intersexo para avançar sua meta de fazer com que as pessoas respeitem identidade de gênero e parem de se fixar na genitália. Se apropriaram de uma bandeira da causa intersexo para reclamar de responsáveis que apoiam suas crianças trans. O veredito é que TERFs são péssimas aliadas da comunidade intersexo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Me desculpem por outro tópico sobre TERFs, é só que na pesquisa sobre a Simone acabei me deparando com <a href="http://intersexroadshow.blogspot.com/2014/09/trans-exclusionary-radical-feminists.html" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">esse texto</a>. Eu não tô a fim de traduzir ele inteiro, mas é legal o que uma pessoa intersexo acha dessas coisas.<br />
<br />
Os pontos do texto são:<br />
<br />
- Algumas pessoas intersexo elogiaram um certo grupo "crítico de gênero", e OP foi ver o que era. Mas se decepcionou, por motivos óbvios.<br />
<br />
- Essas pessoas intersexo provavelmente simpatizam com TERFs porque "criticar gênero" parece algo interessante do ponto de vista de quem desvia do que é esperado para cada gênero, e de quem luta por ter sua anatomia natural mais respeitada do que a designação de um gênero.<br />
<br />
- Muitas pessoas intersexo não se sentem confortáveis com as aplicações genéricas de cis e trans, e TERFs também não gostam do termo cis, outro ponto que poderia ser visto como em comum.<br />
<br />
- Muitas TERFs possuem publicações mainstream onde suas visões são colocadas como razoáveis, e, sem saber pelo que pessoas trans lutam e como pessoas trans falam de privilégio cis, pessoas trans podem ser pintadas como inimigas do progresso que querem que todes se conformem com normas de gênero e tal. Pessoas intersexo sem contato com comunidades trans podem ver pessoas trans como inimigas por conta disso.<br />
<br />
- TERFs ao menos concordaram que uma atleta ipsogênero com níveis altos de testosterona deveria poder competir em eventos esportivos femininos por ter cromossomos XX, vulva e criação como mulher, e que cirurgias de "correção" da genitália no nascimento são mutilação e não deveriam ser feitas.<br />
<br />
Agora sim, eis os problemas:<br />
<br />
- TERFs acreditam que o binário de sexo existe, e que pessoas intersexo são um transtorno e portanto não deveriam contar como sexos diferentes dos diádicos. Não querem que façam intervenções cirúrgicas, mas querem que bebês intersexo sejam examinados para que o "sexo correto" seja colocado na certidão. O sexo correto, segundo elas, seria ou relacionado à capacidade reprodutiva ou, se isso não fosse possível (o que acreditavam que era o caso na maior parte das vezes), com base nos cromossomos (lol).<br />
<br />
- TERFs não perceberam que seus cenários de "sexo verdadeiro" envolveriam mulheres inférteis com útero e cromossomos XY ou transição de gênero forçada, assim como mulheres com pênis... coisas que TERFs acreditam que não poderiam existir, já que acham que o que define os "sexos" é que homens querem controlar os úteros das mulheres usando seus pênis.<br />
<br />
- TERFs acreditam que a remoção do sexo em documentos, ou que a correção fácil a partir de certa idade para que pessoas possam escolher entre M, F ou entre uma categoria não-binária, são ideias ruins. Acham que isso confundiria a criança, fazendo ela achar que pertenceria a "outro sexo", enquanto diziam que "pessoas intersexo de verdade" se identificam como homens ou mulheres. Portanto, isso seria ruim para crianças intersexo, e só seria bom para as "fantasias" de pessoas trans e não-binárias.<br />
<br />
- TERFs consideram a questão intersexo um desvio do assunto, porque pessoas intersexo são "raras demais", enquanto "mulheres de nascimento" são metade do mundo, sob a ameaça de "homens que tentam entrar em espaços de mulheres", e portanto questões intersexo deveriam ficar de lado.<br />
<br />
- Informaram OP que TERFs não possuem paciência com o "desvio intersexo" porque só "homens" (mulheres trans) o usam para negar que genitais definem o binário imutável de gênero, que mulheres de nascimento são oprimidas, blá blá blá. Ignoraram que OP é uma pessoa intersexo que não é uma mulher trans.<br />
<br />
- Também disseram para OP que a maioria das pessoas que se dizem intersexo são pessoas trans fingindo serem intersexo, e que a "pequena minoria de pessoas que são intersexo de verdade" estão sendo usadas por mulheres trans e deveriam odiar pessoas trans. OP diz que essa desinformação sobre a maioria das pessoas intersexo serem falsas não contribui com a causa, e que é capaz de analisar quem está se aproveitando da causa por si mesmo.<br />
<br />
- TERFs usam a ideia de que cirurgia em bebês intersexo é ruim para dizer que crianças trans não deveriam "transicionar de forma forçada", sendo que isso ignora que esses casos são simplesmente para as crianças serem avaliadas em relação à sua identidade de gênero, sem envolver hormônios ou cirurgias, no máximo mudança do marcador de gênero nos documentos, mudança na linguagem e diagnóstico oficial. Isso ignora que estes casos são uma validação do que a criança quer, e não algo forçado.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Resumindo,</span> OP foi informado de que políticas "críticas de gênero" poderiam ser úteis para pessoas intersexo, e participou por dias de um grupo desses. Encontrou um monte de transmisoginia, negação do que pessoas trans de qualquer gênero vivem, e insistência de que pessoas intersexo possuem algum transtorno. Disseram pro OP que a maioria das pessoas que se dizem intersexo são pessoas trans fingindo ser intersexo para avançar sua meta de fazer com que as pessoas respeitem identidade de gênero e parem de se fixar na genitália. Se apropriaram de uma bandeira da causa intersexo para reclamar de responsáveis que apoiam suas crianças trans. O veredito é que TERFs são péssimas aliadas da comunidade intersexo.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Sobre aquela citação da Simone de Beauvoir [cissexismo, transmisoginia]]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-186.html</link>
			<pubDate>Mon, 22 Jan 2018 19:00:36 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=21">altedude</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-186.html</guid>
			<description><![CDATA[Sabem aquele negócio que vivem citando como se fosse uma defesa de pessoas trans, "não se nasce mulher, torna-se mulher"?<br />
<br />
Alguém aí consegue confirmar se isso era realmente uma defesa de pessoas trans, e não uma defesa da teoria TERF sobre a socialização construir o gênero?<br />
<br />
Fui pesquisar se a Beauvoir era radfem ou não, e não conseguir achar nada conclusivo.<br />
<br />
Achei muitas TERFs usando aquilo para falar de "socialização". Dizendo que o que torna alguém mulher é uma pessoa ser criada como mulher e chamada de mulher, e o mesmo pra homens. Achei elas falando sobre como obviamente Simone era uma delas, enquanto também achei blogs trans dizendo que o que ela fala justifica a causa trans.<br />
<br />
Eu não vou citar pra não dar audiência, mas essas são algumas das ideias ditas:<br />
<br />
<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;cissexismo agudo';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;cissexismo agudo';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />cissexismo agudo</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;">
- Dizer que a frase de Beauvoir se aplica a algo além da socialização deve fazer ela se revirar no túmulo<br />
<br />
- Como feministas radicais defendem a ideia de que gênero é construído socialmente, Simone de Beauvoir seria "gender critical"<br />
<br />
- Beauvoir seria neutra em relação a questões trans, ela se importava mais com as consequências sociais de uma pessoa criada como fêmea (???)<br />
<br />
- Beauvoir pode ser considerada uma das primeiras feministas radicais<br />
<br />
- Considerar gênero como algo diferente de "normas de sexo" foi um erro cometido pela Simone de Beauvoir, mas era isso que ela queria dizer</div></div>
Alguém aí saberia dizer com mais propriedade se a citação é cissexista ou não? Se for, seria legal o pessoal trans parar de usar ela tanto, né :/<br />
<br />
Ideia relacionada: dá pra chamar TERFs de FREPTs (Feministas Radicais Excludentes de Pessoas Trans) e TWERFs de FREMTs (Feministas Radicais Excludentes de Mulheres Trans).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Sabem aquele negócio que vivem citando como se fosse uma defesa de pessoas trans, "não se nasce mulher, torna-se mulher"?<br />
<br />
Alguém aí consegue confirmar se isso era realmente uma defesa de pessoas trans, e não uma defesa da teoria TERF sobre a socialização construir o gênero?<br />
<br />
Fui pesquisar se a Beauvoir era radfem ou não, e não conseguir achar nada conclusivo.<br />
<br />
Achei muitas TERFs usando aquilo para falar de "socialização". Dizendo que o que torna alguém mulher é uma pessoa ser criada como mulher e chamada de mulher, e o mesmo pra homens. Achei elas falando sobre como obviamente Simone era uma delas, enquanto também achei blogs trans dizendo que o que ela fala justifica a causa trans.<br />
<br />
Eu não vou citar pra não dar audiência, mas essas são algumas das ideias ditas:<br />
<br />
<div class="spoiler_wrap"><div class="spoiler_header"><a href="javascript:void(0);" onclick="javascript:if(parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display=='block'){parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='none';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[+]&quot; alt=&quot;[+]&quot; src=&quot;/images/collapse_collapsed.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;cissexismo agudo';}else {parentNode.parentNode.getElementsByTagName('div')[1].style.display='block';this.innerHTML='&lt;img title=&quot;[-]&quot; alt=&quot;[-]&quot; src=&quot;/images/collapse.png&quot; class=&quot;expandspoiler&quot; /&gt;cissexismo agudo';}"><img title="[+]" alt="[+]" src="/images/collapse_collapsed.png" class="expandspoiler" />cissexismo agudo</a></div><div class="spoiler_body" style="display: none;">
- Dizer que a frase de Beauvoir se aplica a algo além da socialização deve fazer ela se revirar no túmulo<br />
<br />
- Como feministas radicais defendem a ideia de que gênero é construído socialmente, Simone de Beauvoir seria "gender critical"<br />
<br />
- Beauvoir seria neutra em relação a questões trans, ela se importava mais com as consequências sociais de uma pessoa criada como fêmea (???)<br />
<br />
- Beauvoir pode ser considerada uma das primeiras feministas radicais<br />
<br />
- Considerar gênero como algo diferente de "normas de sexo" foi um erro cometido pela Simone de Beauvoir, mas era isso que ela queria dizer</div></div>
Alguém aí saberia dizer com mais propriedade se a citação é cissexista ou não? Se for, seria legal o pessoal trans parar de usar ela tanto, né :/<br />
<br />
Ideia relacionada: dá pra chamar TERFs de FREPTs (Feministas Radicais Excludentes de Pessoas Trans) e TWERFs de FREMTs (Feministas Radicais Excludentes de Mulheres Trans).]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Conceito: Reducionismo de gênero]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-183.html</link>
			<pubDate>Fri, 12 Jan 2018 16:10:37 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=2">Aster</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-183.html</guid>
			<description><![CDATA[Este é um conceito que acabo não encontrando muito em ambientes lusófonos porque não há muita discussão sobre questões não-binárias nestes ambientes, mas acho que é inevitável que aconteça em algum ponto. E é um conceito que partiu de discussões que estão em alta nas comunidades não-binárias anglófonas do Tumblr ultimamente.<br />
<br />
Reducionismo de gênero é a ideia de que pessoas podem ser colocadas em duas categorias, em relação a gênero.<br />
<br />
É algo que reforça exorsexismo e cissexismo, mas é algo específico dentro disso, assim como maldenominação é algo específico dentro de cissexismo.<br />
<br />
Muitas pessoas - inclusive pessoas não-binárias - tentam adaptar a não-binariedade a um mundo binário de forma sutil, que até pode ser vista como progressista ou desconstruída certas vezes. Muitas vezes, quem reforça essa ideologia aceita que mulheres trans são mulheres e que homens trans são homens, ao menos na teoria, e podem até aceitar que pessoas não-binárias possuem múltiplas possibilidades de como se identificar e de como experienciar gênero. E é por isso que esse é um tipo específico de exorsexismo.<br />
<br />
Porém, essas pessoas ainda querem empurrar a ideia de que, em relação a gênero, só existe um grupo "oprimido", relacionado a mulheres e à feminilidade, e um grupo "opressor", ligado a homens e à masculinidade.<br />
<br />
Podem também não estar falando em relação a isso, mas ainda tentando dizer que "no fim" existem duas categorias de pessoas.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Estas são atitudes reducionistas de gênero:</span><br />
<br />
- Ignorar que pessoas podem ser homens e mulheres ao mesmo tempo (ou até mesmo em tempos diferentes), negando que certas pessoas deveriam ter tanto acesso a comunidades de mulheres quanto a de homens;<br />
<br />
- Tentar dizer que "na prática, pessoas não-binárias precisam se alinhar a um gênero binário e viver socialmente como ele", seja para justificar que orientações que cobrem pessoas não-binárias são inúteis, seja para justificar que pessoas precisam aceitar usar o/ele/o ou a/ela/a, seja para outros usos;<br />
<br />
- Presumir que todas as pessoas não-binárias são transmasculinas, transfemininas, ou completamente sem disforia ou vontade de se separar da ideia do seu gênero designado;<br />
<br />
- Presumir que qualquer pessoa que tenha algum tipo de relação com algum gênero binário seja "basicamente binária", devendo querer o tratamento de uma pessoa binária, sendo 100% confortável com um corpo e com uma linguagem binária, etc.;<br />
<br />
- Presumir que qualquer pessoa não-binária que não se considere de uma identidade próxima ao gênero feminino não tenha qualquer uso para espaços feministas ou de mulheres, e que se tentarem entrar em algum estão sendo "machos predatórios", ainda que não sejam nem queiram ser reconhecidas como homens;<br />
<br />
- Presumir que pessoas que usam o/ele/o são basicamente homens, e que pessoas usando a/ela/a são basicamente mulheres, ainda que digam que sua identidade é igualmente de ambos esses gêneros, ou que não é de nenhum desses gêneros, ou que é mais próxima do gênero "oposto" ao que foi considerado.<br />
<br />
Resumidamente, reducionismo de gênero é uma prática:<ul class="mycode_list"><li>Muitas vezes praticada por pessoas que dizem apoiar pessoas trans e não-binárias,<br />
</li>
<li>mas que são pessoas que não querem ter que lidar com relações complexas que pessoas não-binárias podem ter com o sistema cissexista de gênero,[/li]<br />
</li>
<li>e que portanto tentam categorizar pessoas não-binárias como "praticamente mulheres" ou como "praticamente homens", algumas vezes associando as primeiras a "vítimas" e as segundas a "opressoras", de forma parecida com retórica radfem.</li>
</ul>
<br />
<a href="http://nbandproud.tumblr.com/post/169606628056/wedontcareaboutyourbinary-forest-dreemurr" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">ref.</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Este é um conceito que acabo não encontrando muito em ambientes lusófonos porque não há muita discussão sobre questões não-binárias nestes ambientes, mas acho que é inevitável que aconteça em algum ponto. E é um conceito que partiu de discussões que estão em alta nas comunidades não-binárias anglófonas do Tumblr ultimamente.<br />
<br />
Reducionismo de gênero é a ideia de que pessoas podem ser colocadas em duas categorias, em relação a gênero.<br />
<br />
É algo que reforça exorsexismo e cissexismo, mas é algo específico dentro disso, assim como maldenominação é algo específico dentro de cissexismo.<br />
<br />
Muitas pessoas - inclusive pessoas não-binárias - tentam adaptar a não-binariedade a um mundo binário de forma sutil, que até pode ser vista como progressista ou desconstruída certas vezes. Muitas vezes, quem reforça essa ideologia aceita que mulheres trans são mulheres e que homens trans são homens, ao menos na teoria, e podem até aceitar que pessoas não-binárias possuem múltiplas possibilidades de como se identificar e de como experienciar gênero. E é por isso que esse é um tipo específico de exorsexismo.<br />
<br />
Porém, essas pessoas ainda querem empurrar a ideia de que, em relação a gênero, só existe um grupo "oprimido", relacionado a mulheres e à feminilidade, e um grupo "opressor", ligado a homens e à masculinidade.<br />
<br />
Podem também não estar falando em relação a isso, mas ainda tentando dizer que "no fim" existem duas categorias de pessoas.<br />
<br />
<span style="font-weight: bold;" class="mycode_b">Estas são atitudes reducionistas de gênero:</span><br />
<br />
- Ignorar que pessoas podem ser homens e mulheres ao mesmo tempo (ou até mesmo em tempos diferentes), negando que certas pessoas deveriam ter tanto acesso a comunidades de mulheres quanto a de homens;<br />
<br />
- Tentar dizer que "na prática, pessoas não-binárias precisam se alinhar a um gênero binário e viver socialmente como ele", seja para justificar que orientações que cobrem pessoas não-binárias são inúteis, seja para justificar que pessoas precisam aceitar usar o/ele/o ou a/ela/a, seja para outros usos;<br />
<br />
- Presumir que todas as pessoas não-binárias são transmasculinas, transfemininas, ou completamente sem disforia ou vontade de se separar da ideia do seu gênero designado;<br />
<br />
- Presumir que qualquer pessoa que tenha algum tipo de relação com algum gênero binário seja "basicamente binária", devendo querer o tratamento de uma pessoa binária, sendo 100% confortável com um corpo e com uma linguagem binária, etc.;<br />
<br />
- Presumir que qualquer pessoa não-binária que não se considere de uma identidade próxima ao gênero feminino não tenha qualquer uso para espaços feministas ou de mulheres, e que se tentarem entrar em algum estão sendo "machos predatórios", ainda que não sejam nem queiram ser reconhecidas como homens;<br />
<br />
- Presumir que pessoas que usam o/ele/o são basicamente homens, e que pessoas usando a/ela/a são basicamente mulheres, ainda que digam que sua identidade é igualmente de ambos esses gêneros, ou que não é de nenhum desses gêneros, ou que é mais próxima do gênero "oposto" ao que foi considerado.<br />
<br />
Resumidamente, reducionismo de gênero é uma prática:<ul class="mycode_list"><li>Muitas vezes praticada por pessoas que dizem apoiar pessoas trans e não-binárias,<br />
</li>
<li>mas que são pessoas que não querem ter que lidar com relações complexas que pessoas não-binárias podem ter com o sistema cissexista de gênero,[/li]<br />
</li>
<li>e que portanto tentam categorizar pessoas não-binárias como "praticamente mulheres" ou como "praticamente homens", algumas vezes associando as primeiras a "vítimas" e as segundas a "opressoras", de forma parecida com retórica radfem.</li>
</ul>
<br />
<a href="http://nbandproud.tumblr.com/post/169606628056/wedontcareaboutyourbinary-forest-dreemurr" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">ref.</a>]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero]]></title>
			<link>https://forum.orientando.org/thread-174.html</link>
			<pubDate>Mon, 18 Dec 2017 13:19:41 +0000</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://forum.orientando.org/member.php?action=profile&uid=128">Oltiel</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://forum.orientando.org/thread-174.html</guid>
			<description><![CDATA[(não sabia onde poderia postar, achei mais adequado aqui)<br />
<br />
Boa tarde, pessoas!<br />
<br />
Dia 23 de novembro foi apresentado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado - CDH, o anteprojeto do Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero.<br />
<br />
O anteprojeto contam com o apoio de mais de 100 instituições, além de muitas assinaturas de pessoas que apoiam a ideia.<br />
<br />
Para quem quiser conferir, aqui está o link: <a href="http://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=7302364&amp;disposition=inline" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">http://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/...ion=inline</a>.<br />
<br />
Não está perfeito, mas já é uma grande conquista para a comunidade LGBTQIAP+. Agora o Senado abriu uma votação para saber a opinião pública. A oposição está organizada contra o anteprojeto. Vamos nos unir e mostrar nosso apoio e nossa resistência!<br />
<br />
Votação: <a href="https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=131698" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://www12.senado.leg.br/ecidadania/v...?id=131698</a>.<br />
<br />
VOTEM SIM! <br />
VOTEM PELA DIVERSIDADE! ?️‍?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[(não sabia onde poderia postar, achei mais adequado aqui)<br />
<br />
Boa tarde, pessoas!<br />
<br />
Dia 23 de novembro foi apresentado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado - CDH, o anteprojeto do Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero.<br />
<br />
O anteprojeto contam com o apoio de mais de 100 instituições, além de muitas assinaturas de pessoas que apoiam a ideia.<br />
<br />
Para quem quiser conferir, aqui está o link: <a href="http://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=7302364&amp;disposition=inline" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">http://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/...ion=inline</a>.<br />
<br />
Não está perfeito, mas já é uma grande conquista para a comunidade LGBTQIAP+. Agora o Senado abriu uma votação para saber a opinião pública. A oposição está organizada contra o anteprojeto. Vamos nos unir e mostrar nosso apoio e nossa resistência!<br />
<br />
Votação: <a href="https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaomateria?id=131698" target="_blank" rel="noopener" class="mycode_url">https://www12.senado.leg.br/ecidadania/v...?id=131698</a>.<br />
<br />
VOTEM SIM! <br />
VOTEM PELA DIVERSIDADE! ?️‍?]]></content:encoded>
		</item>
	</channel>
</rss>