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  Encontro virtual aroespectral (EVAE)
Postagem por: Aster - 17-04-2026, 11:30 AM - Fórum: Grupos & Eventos - Sem eespostas

A mais nova iniciativa Qósmiques é a de um encontro virtual para pessoas no espectro arromântico. Há um encontro marcado no momento, em 31/05/2026, mas, se fizer sucesso, é possível que hajam mais.

Inscrições: https://sotao.amplifi.casa/apps/forms/s/...FF6sZowb4E

Mais informações sobre o evento: https://radar.squat.net/pt-br/event/sao-...ctral-evae

Página dos eventos de Qósmiques: https://qosmiques.xyz/eventos.html


  Discussão sobre adaptação de enbrella
Postagem por: Aster - 17-04-2026, 11:22 AM - Fórum: Identidades - Respostas (2)

Enbrella foi um termo cunhado para descrever pessoas que consideram a não-binaridade um termo guarda-chuva (isto é, que abrange outros termos), no sentido de se considerarem não-binárias por considerarem que suas identidades de gênero estão dentro da não-binaridade, e não por se identificarem somente como não-binárias sem saberem ou quererem especificar mais.

Eu estive querendo comunidades assim por muito tempo. Muitas comunidades não-binárias abrigam pessoas "aversas a rótulos" que minimizam e/ou interpretam mal a necessidade que outras pessoas possuem de discutir o que são para além de não serem bináries, o que prejudica muitas discussões e pode até empurrar pessoas para dentro de um "armário não-binário" porque isto pode ser "mais respeitável" do que alguém se abrindo como gênero-flor, xenogênero, neurogênero, gênero-orientação, aporagênero, gênero-cinza ou assim por diante.

Porém, enbrella é um termo meio complicado de adaptar. Seria possível usar algo como enebrela(ne) (enebrela seria o conceito, enebrelane seria alguém que se encaixa no conceito), de forma similar à adaptação vanabrela/vanabrélique, mas visto que é um termo menos nichado, faria sentido fazer uma adaptação tão direta? Ou seria melhor adaptar o conceito?

Outra alternativa que considerei é a cunhagem de "mírique" como um termo geral para alguém que se encaixa dentro de determinado guarda-chuva. Assim, alguém assexual mírique seria alguém que se considera assexual mas que também usa algum termo que considera mais específico dentro de tal guarda-chuva, como aegossexual. O conceito enbrella seria assim adaptado para uma não-binaridade mírica.

Mírique vem de míriade, e o ponto seria um termo que demonstra a associação com determinado termo guarda-chuva assim como o respeito pela diversidade existente dentro de tal guarda-chuva. Uma comunidade não-binária mírica necessariamente reconhece que há uma míriade de identidades não-binárias existentes e válidas que podem ser especificadas, sem que o termo invalide pessoas que só se consideram não-binárias e sem que priorize alguma forma específica de identidade não-binária (como uma comunidade agênero ou xenogênero faria).

O problema é que há termos popularizados para praticamente todos os outros guarda-chuvas: alguém pode se dizer ace/dentro do espectro assexual e isto já implicita aceitação de múltiplas identidades ace, alguém pode se dizer múlti e isto já implicita aceitação de múltiplas orientações definidas por atração de mais de um gênero. Então faria sentido cunhar um termo que sirva para tudo isso, ao invés de pensar em algo focado na não-binaridade?

( Elaboração original: https://colorid.es/@Aster/116409093032538346 )

Eu gostaria de opiniões sobre o assunto. Não quero só cunhar um termo que vai ficar largado como uma curiosidade que ninguém usa.


Lápis e papel Pesquisa sobre a saúde mental des não bináries
Postagem por: Alex dos Santos Fraga - 12-04-2026, 06:33 PM - Fórum: Produções - Respostas (1)

Oi, pessoal! Tudo bem? ?

Estou desenvolvendo uma pesquisa acadêmica em Psicologia sobre identidade de gênero, percepção do self e saúde mental. O estudo busca entender como diferentes vivências de gênero influenciam o bem-estar psicológico e a construção do self.

Podem participar mulheres (cis e trans), homens (cis e trans), travestis, não bináries e outres — a ideia é justamente colocar em perspectivas diferentes formas de existir.

A participação é totalmente voluntária e anônima, e as respostas serão usadas apenas para fins científicos, sem qualquer identificação.

Se puderem participar e também compartilhar, vai ajudar muito! ?

? Link da Pesquisa


Chave inglesa Algumas pequenas mudanças, principalmente no tema principal (Flatty/PC)
Postagem por: Aster - 21-03-2026, 07:59 PM - Fórum: Fórum - Sem eespostas

Adição de cabeçalhos

Adicionei um BBCode para cabeçalhos, o que talvez facilite um pouco a navegação de usuáries usando programas leitores de tela quando o assunto de um tópico tem múltiplas seções + diminua o esforço de pessoas que quiserem fazer subtítulos em suas postagens (ao invés de escolher tamanho e adicionar outras formatações, por exemplo).

Código:
[h]Cabeçalho[/h]Texto, lorem ipsum, etc.,
resulta em:

Cabeçalho

Texto, lorem ipsum, etc.,

O cabeçalho é uma tag h3 com a adição de uma margem de 0.5rem em cima. Escolhi h3 porque, pelo menos na minha cabeça, faria sentido que o nome do fórum fosse h1 e que o nome do tópico fosse um h2. Aparentemente nenhuma dessas presunções era real, ao menos no tema Flatty. É possível discutir outra implementação, caso seja mais ideal.

Adição de cabeçalhos no tema Flatty

Não sei como funciona a navegação sem h1, mas adicionei h2 nos tópicos para seus títulos, mensagem rápida e recomendações de tópicos similares.

Mudanças no CSS do tema Flatty

Mudei algumas das cores do tema por questões de contraste e de evitar blocos grandes de branco puro. Elas incluem o fundo de postagens e de caixas de texto e as cores de alguns textos e do contorno das caixas de texto.

Também mudei alguns dos tamanhos, colocando tudo em rem ao invés de pixels nos lugares que encontrei e aumentando (na minha perspectiva) algumas coisas, como o tamanho dos textos que escondem blocos de spoiler.


  Proposta de termos: denominação secundária e denominação conformista (AC: cissexismo)
Postagem por: Aster - 21-03-2026, 04:21 PM - Fórum: Opressões - Respostas (1)

Estou fazendo um tópico neste fórum porque aceito sugestões quanto ao nome e à flexibilidade dos conceitos. Dito isto, os termos têm o objetivo de preencher um vácuo léxico, e não acredito em reduzi-los a "só tal coisa" por serem fenômenos diferentes e/ou mais específico daqueles que podem ser comparáveis.

Origem

O termo second-gendering aparece em textos de Azriel, que define o termo da seguinte forma:

Citação:second-gendering is the exorsexist act of choosing the binary pronouns or gender over preferred ones as a means of feeling more comfortable around them or in conversation with them. it is a violent act when said nonbinary person has disclosed their pronouns with you. choosing to instead second-gender the nonbinary person is you choosing to deny them their own autonomy and language, which essentially silences and reduces them to a talking point. a person using ze/zir and she/him only is second-gendered when someone uses she/her because ze "looks female." a person using it/he being called a he/him 99% of the time is second-gendering.

second-gendering happens only to nonbinary and pronoun non-conforming people, while terms like misgendering, third-gendering, and malgendering all exist for different purposes. misgendering is using he/him for a trans woman who uses she/her. third-gendering is placing transbinary people separate from their gender, like with "man, woman, and trans." malgendering is calling a trans woman a she/her only to demean her femininity or affirm a woman's weakness.

Resumindo o conceito em si:
  • Second-gendering se trata de sempre escolher uma linguagem binária (tanto a respeito de tratamento gramatical quanto de gêneros ou termos associados) para se referir a uma pessoa que demonstrou preferência igual ou maior de outras formas de linguagem, como umi homem não-binari dizendo que usa -/ilo/i ou o/ele/o sendo sempre tratadi por o/ele/o e tendo seu gênero sempre sendo referido somente como homem, apagando sua não-binaridade sempre que possível;
  • Second-gendering se aplica somente a pessoas que não são sempre, completamente e somente ou mulheres ou homens ou que são não-conformistas de linguagem, com qualquer similaridade percebida no tratamento de pessoas binárias e conformistas de linguagem caindo em outros conceitos.

Proposta 1: Denominação secundária

Proponho a tradução do conceito second-gendering como denominação secundária. Denominação vem de maldenominação, termo discutido num servidor de Discord não-binário em 2016. Denominação secundária segue a mesma lógica de second-gendering, onde a linguagem usada está tecnicamente correta mas acaba por apagar a não-binaridade sempre que possível. Acredito que seja um termo relativamente intuitivo para quem sabe que maldenominação é uma adaptação de misgendering e que teve contato com o termo second-gendering.

Proposta 2: Denominação conformista

Agora, por mais que eu entenda o escopo da denominação secundária (que parece ser um subtipo de reducionismo de gênero no contexto de exorsexismo), eu acho que há particularidades que ocorrem quando não temos nenhuma normalização de algum gênero gramatical alternativo dentro de nossa língua, incluindo a popularização de formas de linguagem inclusiva que não contém marcação alguma (sendo menos marcadas do que they/them na língua inglesa). Também acredito que esta questão afete pessoas que não se veem necessariamente como inconformistas de linguagem e/ou não-binárias, e que ocorre de formas que não resultem em uma binarização. Por exemplo:
  • Publicações que nunca utilizam a/ela/a ou o/ele/o para pessoas trans que têm somente um destes conjuntos, mesmo no caso de pessoas que são publicamente mulheres ou homens trans. Termos como "essa pessoa" e uso do nome sem nenhuma substituição por pronome ou uso de artigo são sempre usados, ao invés de qualquer tratamento específico;
  • Uma pessoa não-binária tem o conjunto de linguagem ê/ile/e ou outro que envolve neolinguagem. Ao invés de tal conjunto ser utilizado, novamente, pessoas à sua volta optam por apenas usar nome (sem acompanhamento de artigo), mesmo que sejam capazes de aplicar a/ela/a ou o/ele/o a pessoas com tais conjuntos;
  • Uma pessoa não-binária utiliza qualquer conjunto de linguagem. Para evitar a conotação cissexista de sempre utilizar o conjunto de linguagem que seria associado com sua aparência por pessoas cisnormativas, alguém opta por sempre utilizar o outro conjunto de linguagem binário, sem nunca tentar aplicar qualquer elemento neolinguístico;
  • Uma pessoa transmasculina aceita o/ele/o e -/elu/e. Por ter estatura baixa e seios grandes, algumas das pessoas à sua volta sempre o tratam usando -/elu/e;
  • Uma pessoa caelgênero aceita ae/ael/el e ê/elu/e, mas especifica que prefere ae/ael/el por sentir que este afirma mais seu gênero, com ê/elu/e sendo mais um conjunto com o qual não se importa em manter caso tenha que interagir brevemente com pessoas menos familiarizadas com o modelo APF e que portanto teriam que ser ensinadas a aplicar o conjunto que prefere. Mesmo assim, várias de suas amizades continuam preferindo aplicar ê/elu/e e sues colegas de partido preferem evitar quaisquer marcações;
  • Uma mulher trans prefere a/ela/a, mas diz que também aceita qualquer tratamento porque, por conta de cissexismo internalizado, não se entende como alguém que "merece" ser vista como uma pessoa tratada por a/ela/a. Ela não se coloca como não-conformista de linguagem porque sua aceitação de qualquer tratamento não é realmente sua preferência. Suas amizades cis optam por continuar usando o/ele/o, porque ela tecnicamente "deixou".

Acredito que tais questões passem por exilinguismo, desgenerização de pessoas cisdissidentes e impulsos cissexistas, por mais que a denominação secundária também esteja inclusa neste conceito.

Assim, talvez seja possível definir denominação conformista como o ato de tomar cuidado para não maldenominar alguém, mas de forma que centraliza cisnormatividade, conformismo de gênero, binaridade de gênero, uso da língua padrão e repulsão a conjuntos de linguagem relativamente incomuns acima de representações mais precisas da identidade e/ou linguagem pessoal de cada pessoa.

Denominações conformistas não são exclusivas a quaisquer grupos, podendo ser experienciadas caso linguagem sem marcação (-/-/-) seja usada para não afirmar o uso de a/ela/a ou o/ele/o de mulheres e homens trans, intersexo, heterodissidentes, gordes, alterumanes e/ou afins. Denominações conformistas não são exclusivas a quando pessoas não-binárias são referidas com linguagem com conotações binárias, pois pessoas com múltiplos conjuntos envolvendo neolinguagem que são tratadas apenas pelo conjunto mais comum possível ou por linguagem sem marcação também estão experienciando denominações conformistas.

Denominações conformistas só podem ocorrer quando o(s) conjunto(s) de alguém é(são) conhecido(s). Uso de linguagem sem marcação ou mesmo de algum conjunto marcado como genérico temporariamente não se constituem em denominações conformistas. Também não se aplicam a quem apenas usa determinado elemento para se referir a outra pessoa porque não consegue/não é possível usar o outro (no caso de elementos gráficos como emojis, por exemplo), por não ter muita familiaridade com a pessoa e não ter conseguido lembrar dos conjuntos que a pessoa falou que tinha horas antes ou afins.


Controle joguinhos diários com temática queer
Postagem por: mistério - 11-11-2025, 11:22 PM - Fórum: Produções - Respostas (1)

...e se o orientando tivesse uma seção de jogos?

brincadeiras à parte (talvez), decidi fazer uma série de jogos mais ou menos tematizados em torno de não-binaridade para publicar no cultura enebê. eu aceito sugestões de temas ou mesmo de outros jogos que podem ser usados. o primeiro vai ao ar no dia 27, pra quem quiser acompanhar pelo tumblr.


  sugestão de área: mercado
Postagem por: mistério - 01-11-2025, 01:05 PM - Fórum: Fórum - Respostas (2)

a área de produções mistura muita coisa e uma área focada em oferecer comissões/divulgar serviços de assinatura/etc. pode ser um possível chamariz para o fórum.

só uma sugestão, entendo se isso não for desejado


  o botão de notificações não faz nada no celular
Postagem por: mistério - 01-11-2025, 12:53 PM - Fórum: Fórum - Respostas (1)

ver título.

ele aparece no canto e dá pra segurar e abrir as notificações em outra aba, mas clicar não abre janela e nem abre o link.


  talvez eu seja gênero-estática
Postagem por: mistério - 30-10-2025, 03:11 PM - Fórum: Questionando - Respostas (4)

eu tenho certeza que sou não-binárie. não quero que me enquadrem como homem ou como mulher.

porém.

aporagênero parece ser limitante demais pra minha experiência. eu não sei se não há nada de mulheridade ou hombridade que se encaixa na minha experiência. eu não sei se tenho um gênero forte e definitivo. eu diria que meu senso de gênero é nebuloso e pode se aproximar de sentimentos de androginia, feminilidade, masculinidade, outerinidade e neutralidade. ele é ambíguo e difícil de entender, mas definitivamente não-binário.

gênero-livre pareceu interessante, mas parece que também tem a ver com fluidez na expressão de gênero, exploração ativa do próprio gênero e outras questões. se fosse só "identidade ambígua mas definitivamente queer" acho que seria mais minha praia.

coexta também me intrigou. de novo, se fosse só "identidade vaga e inconsistente separada de gêneros binários" tava de boa, mas eu não passo por períodos de rejeitar gênero ou de não se importar com gênero.

alguns xenogêneros até descrevem sensações amplas e vagas talvez um pouco fluidas, mas a maioria também fala de ter conexão com um objeto ou tipo de energia ou o que for, e não é o meu caso.

gênero-estática fala de indefinição de uma forma que parece que o gênero é ao menos parcialmente vago ou incompleto, e acho que isso tem algo a ver. acho que outras opções seriam anderfae com ambiguidade de gênero e mosaigênero, mas não sei se faz sentido essa ênfase na outerinidade ou a ideia de ter um gênero composto de fragmentos.

enfim, não tenho certeza (e sim, sei que posso dizer que sou o que quiser sem ter certeza), mas queria algumas outras sugestões/perspectivas também


  como vocês... acham coisas não-binárias? /genq
Postagem por: nonny - 28-10-2025, 03:55 PM - Fórum: Identidades - Respostas (3)

Se o tumblr é meio vazio, aqui também, e redes sociais convencionais só têm discourse e afirmações genéricas, onde se acham as pessoas falando sobre, por exemplo, ser diamóricas, transandróginas ou xenogênero?

Como vocês descobriram esse universo fora de espaços anglocentrados?